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sexta-feira, 3 de março de 2017

Casal diz ter achado 117 escorpiões em casa em Santa Rosa de Viterbo, SP

Um vendedor diz ter encontrado 117 escorpiões na casa onde vive com a família em Santa Rosa de Viterbo (SP). De acordo com Rogério de Almeida Picheco, o problema no imóvel do Conjunto Habitacional I apareceu há cerca de seis meses e é motivo de preocupação, porque o uso de venenos não tem sido capaz de conter a infestação. "Toda noite eu viro um vigilante de escorpião. Pego uma luz, vou fiscalizar a minha casa e sempre acho”, diz.
Almeida afirma que equipes do controle de zoonoses já estiveram no local, mas não conseguiram identificar a origem dos animais para sanar o problema.
Por telefone, o diretor municipal de saúde, Eduardo Simionato, afirmou que foi feito um pedido na Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) para avaliação do imóvel.
Preocupação

Picheco afirma que mora na casa com a mulher e dois filhos adolescentes há três anos e meio. No fim de 2016, os animais começaram a aparecer e não pararam mais de causar transtornos à família. “Eu até tenho a primeira foto do primeiro escorpião grande que eu peguei aqui e agora eu já tenho uma centena. Meu filho foi picado por um médio depois desse dia, aí começaram a aparecer outros e não parou mais”, diz.

O adolescente precisou ser internado na Santa Casa da cidade, e não sofreu complicações. "A dor da picada é insuportável. A médica fez um eletro para ver se o veneno fez algum mal para ele, mas graças a Deus não", afirma.
Segundo o vendedor, é comum achar escorpiões pequenos dentro de casa, mas já mortos, e os adultos são encontrados sempre em uma das paredes do quintal. "Eu mesmo pego com uma pinça, jogo querosene, eles morrem e eu coloco dentro de um pote com álcool."
O dono da casa afirma que já tentou usar vários tipos de veneno, mas que todos os procedimentos feitos não têm sido capazes de acabar com a infestação. "Nada está resolvendo. Eu passo o veneno só que não está adiantando. Só estou gastando dinheiro e não está acabando com o problema. Não sei mais o que fazer", diz.
A família conta que já procurou a Vigilância Sanitária da cidade e que os profissionais chegaram a fazer duas visitas à residência, mas que as equipes não conseguiram detectar o motivo do surgimento de tantos animais mesmo com o uso de veneno.
"A primeira [visita] foi no ano passado. Disseram que não tinham veneno e que não poderiam fazer nada. Foram embora e depois veio um rapaz que deu mais atenção, levou três escorpiões que eu tinha, me trouxe um veneno e disseram que pediriam ajuda para a Sucem para ver o que está acontecendo, mas já faz mais de um mês e até agora nada", afirma Picheco.
O morador acredita que é necessário examinar os imóveis ao lado para saber a origem dos animais. Segundo ele, há um bosque próximo às residências e há relatos de escorpiões no local. "A gente está pedindo para eles virem aqui e analisar. Ver com os vizinhos se tem ou não escorpiões nas casas deles. Eu quero ajuda para encontrar o foco do problema."
Saúde

Procurado pelo G1, o diretor municipal de saúde, Eduardo Simionato, disse que uma equipe do controle de zoonoses visitou a residência, realizou os procedimentos necessários, mas que os animais continuaram aparecendo na casa. Por causa disso, foi solicitado o apoio da  Sucen.

"Nós já fizemos um levantamento na casa, nas residências vizinhas e alertamos os familiares sobre como proceder, mas infelizmente persistiu o aparecimento e então eu acionei o pessoal da Sucen. Agora nós fizemos uma programação e nesse início de março eles vão vir fazer um trabalho nessa residência especificamente", diz Simionato.
G1 entrou com contato com a Sucen que declarou não haver nenhum pedido ou agendamento em nome da Prefeitura de Santa Rosa de Viterbo. A Superintendência afirmou ainda que toda e qualquer ação de campo é de competência do município.
A reportagem voltou a entrar em contato com Simionato, que alegou que a solicitação havia sido feita informalmente a um funcionário da Sucen. Segundo o diretor, a visita está programada para a próxima semana.
Por telefone, o G1 confirmou que o funcionário atua na Sucen, mas ele não foi localizado para confirmar a solicitação da prefeitura.

Fonte: G1

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