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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Violência no trânsito cearense provoca prejuízos de R$ 6,45 bilhões


acidente

A violência no trânsito cearense provocou um impacto econômico de R$ 6,45 bilhões em 2016, ou 4,86% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estudo divulgado pela Escola Nacional de Seguros. Essa é a perda da capacidade produtiva causada por acidentes que mataram 1.752 pessoas e deixaram outras 4.094 com invalidez permanente.

Entre 2015 e 2016, houve redução de 46% na perda do PIB do Estado. O Ceará registra o maior percentual de perda do Nordeste, que tem média de 2,77% e perdas de R$ 23,98 bilhões. O fator que mede a perda da capacidade produtiva é chamado de Valor Estatístico da Vida (VEV), ou seja, o quanto cada brasileiro deixa de produzir anualmente em caso de morte ou invalidez.

O valor corresponde ao que seria gerado pelo trabalho das vítimas caso não tivessem se acidentado. O cálculo é do professor Claudio Contador, diretor do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros.

Segundo Claudio Contador, embora o número de vítimas da violência no trânsito remeta a um quadro de guerra, houve redução do número de vítimas de acidentes graves. O recuo, segundo o especialista, está ligado a dois fatores básicos: o aumento da fiscalização (Lei Seca) em alguns estados e a crise econômica, que reduziu as vendas de automóveis e tirou muitos veículos de circulação no país.

“A violência no trânsito caiu de forma considerável, o que é um fato alentador. Ainda assim, o número de vítimas remete a um quadro de guerra. E a grande maioria concentra-se na faixa etária de 18 a 64 anos. Ou seja, pertence a um grupo em plena produção de riquezas para a sociedade”, analisa Claudio Contador.


Fonte Diário do Nordeste

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