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terça-feira, 27 de junho de 2017

Janot denuncia Temer por corrupção

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte máxima, terá de enviar a acusação formal do procurador à Câmara.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou criminalmente o presidente Michel Temer por corrupção passiva no caso JBS. A denúncia foi protocolada, nesta segunda-feira (26), no Supremo Tribunal Federal. Janot atribui crime a Temer a partir do inquérito da Operação Patmos - investigação desencadeada com base nas delações dos executivos do grupo J&F, que controla a JBS.

A ação proposta por Janot não pode ser aberta diretamente pelo Supremo. O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato na Corte máxima, terá de enviar a acusação formal do procurador à Câmara, Casa que pode autorizar a abertura do processo contra o presidente - é necessária a aprovação de dois terços dos 513 deputados.

O caso JBS mergulhou o presidente em sua pior crise política. Na noite de 7 de março, Temer recebeu no Palácio do Jaburu o executivo Joesley Batista, que gravou a conversa com o peemedebista. Nela, Joesley admite uma sucessão de crimes, como o pagamento de mesada de R$ 50 mil ao procurador da República Ângelo Goulart em troca de informações privilegiadas da Operação Greenfield, investigação sobre rombo bilionário nos maiores fundos de pensão do País.

A investigação revela os movimentos do 'homem da mala', Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial do presidente. Na noite de 28 de abril, Loures foi flagrado em São Paulo correndo com uma mala de propinas da JBS - 10 mil notas de R$ 50, somando R$ 500 mil.

Os investigadores suspeitam que a propina seria destinada a Temer, o que é negado pela defesa do presidente.

Planalto não vai se manifestar sobre denúncia

O Palácio do Planalto não vai se manifestar a respeito da denúncia protocolada por Janot. Oficialmente, a Secretaria de Imprensa respondeu que o Palácio não vai se pronunciar e que a orientação é procurar o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado de Michel Temer.

Segundo um auxiliar do presidente, "é zero" a chance de que o porta-voz oficial da presidência, Alexandre Parola, faça algum tipo de pronunciamento hoje. Até o momento, a reportagem não conseguiu retorno de Mariz.

PF conclui que há indícios de que Temer cometeu obstrução de Justiça e prevaricação 

A Polícia Federal concluiu, em relatório final enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que houve indícios de que o presidente Michel Temer cometeu obstrução de Justiça e prevaricação. O relatório aponta que o peemedebista atuou para embaraçar investigações e deixou de comunicar as autoridades sobre suposta corrupção de membros do Judiciário e do Ministério Público.


A polícia afirma que Temer atuou "por embaraçar investigação de infração penal praticada por organização criminosa, na medida em que incentivou a manutenção de pagamentos ilegítimos a Eduardo Cunha, pelo empresário Joesley Batista, ao tempo que deixou de comunicar autoridades competentes de suposta corrupção da Magistratura Federal e do Ministério Público que lhe fora narrado pelo mesmo empresário".

Fonte: Diário do Nordeste

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