Demontier Tenório
A polícia prendeu seis pessoas acusadas do tráfico ou apenas uso de
drogas nos municípios de Farias Brito, Juazeiro do Norte e Crato durante
o feriadão da Proclamação da República. Os Cabos Edson, Freire e
Sampaio diligenciavam no Distrito do Quincuncá quando prenderam João
Antero Alcântara, de 41 anos, natural de Juazeiro, mas residente naquela
localidade rural de Farias Brito.
Com ele, dois pacotes de cocaína em sacos plásticos, uma porção de maconha, R$ 1.522,50 em dinheiro, quatro blocos de cartela de bingo, dois celulares, um carimbo e uma moto Honda CG 125 Fan KS de placa NQT 6964, inscrições do Ceará. No momento da abordagem, o mesmo vinha no sentido Barreiro do Jorge/Quincuncá sendo interceptado na rua principal do Distrito.
Com ele, dois pacotes de cocaína em sacos plásticos, uma porção de maconha, R$ 1.522,50 em dinheiro, quatro blocos de cartela de bingo, dois celulares, um carimbo e uma moto Honda CG 125 Fan KS de placa NQT 6964, inscrições do Ceará. No momento da abordagem, o mesmo vinha no sentido Barreiro do Jorge/Quincuncá sendo interceptado na rua principal do Distrito.
Já no cruzamento da Avenida Carlos Cruz com a Rua Santa Luzia (Pio XII) em Juazeiro, a polícia prendeu Francisco de Assis Pereira Neto, de 18, residente na Rua João Benjamim de Moura (Bairro Carrité) e apreendeu um adolescente com 13 saquinhos de maconha. Na madrugada de sábado, na Avenida dos Universitários (Bairro José Geraldo da Cruz), também em Juazeiro a polícia prendeu Alan Silva Gonçalves, de 23 anos, ali residente. Com o mesmo, sete celulares e dois papelotes de maconha.
Por volta das 9 horas de sábado o Serviço de Inteligência prendeu um homem de 34 anos, residente no bairro Timbaúbas, com 26 pedras de crack, uma pequena quantidade de maconha e outra de cocaína. A CIOPS optou por preservar sua identidade apontando apenas o apelido de “Zé do Caroço” o qual já responde por crime de porte ilegal de arma de fogo.
Já em Crato, uma viatura do Ronda do Quarteirão com os Soldados Otavio, Romerito e Duarte prendeu Francisco Torquato Pinheiro da Silva, de 26 anos, em sua casa na Rua Santo Antonio, 32 (Vila Novo Horizonte). Ele estava com vários papelotes de maconha e. no imóvel, os PMs encontraram mais uma barra de maconha prensada e outras trouxinhas prontas para a venda. Além disso, um revólver calibre 38 com cinco cartuchos intactos e R$ 118,00 em dinheiro.
Há erro em um país com Dirceu preso e Maluf solto
Derrotada nas eleições, a classe dominante brasileira usou o estratagema
habitual: foi remexer nos compêndios do "Direito" até encontrar
casuísmos capazes de preencher as ideias que lhe faltam nos palanques.
Como se diz no esporte, recorreu ao tapetão.
O casuísmo da moda, o domínio do fato, caiu como uma luva. A critério de juízes, por intermédio dele é possível provar tudo, ou provar nada. O recurso é também o abrigo dos covardes. No caso do mensalão, serviu para condenar José Dirceu, embora não houvesse uma única evidência material quanto à sua participação cabal em delitos. A base da acusação: como um chefe da Casa Civil desconhecia o que estava acontecendo?
A pergunta seguinte atesta a covardia do processo: por que então não incluir Lula no rol dos acusados? Qualquer pessoa letrada percebe ser impossível um presidente da República ignorar um esquema como teria sido o mensalão.
Mas mexer com Lula, pera aí! Vai que o presidente decide mobilizar o povo. Pior ainda quando todos sabem que um outro presidente, o tucano Fernando Henrique Cardoso, assistiu à compra de votos a céu aberto para garantir a reeleição e nada lhe aconteceu. Por mais não fosse, que se mantivessem as aparências. Estabeleceu-se então que o domínio do fato vale para todos, à exceção, por exemplo, de chefes de governo e tucanos encrencados com licitações trapaceadas.
A saída foi tentar abater os petistas pelas bordas. E aí foi o espetáculo que se viu. Políticos são acusados de comprar votos que já estavam garantidos. Ora o processo tinha que ser fatiado, ora tinha que ser examinado em conjunto; situações iguais resultaram em punições diferentes, e vice-versa.
Os debates? Quantos momentos edificantes. Joaquim Barbosa, estrela da companhia, exibiu desenvoltura midiática inversamente proporcional à capacidade de lembrar datas, fixar penas coerentes e respeitar o contraditório. Paladino da Justiça, não pensou duas vezes para mandar um jornalista chafurdar no lixo e tentar desempregar a mulher do mesmo desafeto. Belo exemplo.
O que virá pela frente é uma incógnita. Para o PT, ficam algumas lições. Faça o que quiser, apareça em foto com quem quer que seja, elogie algozes do passado, do presente ou do futuro --o fato é que o partido nunca será assimilado pelo status quo enquanto tiver suas raízes identificadas com o povo. Perto dos valores dos escândalos que pululam por aí, o mensalão não passa de gorjeta e mal daria para comprar um vagão superfaturado de metrô. Mas como foi obra do PT, cadeia neles.
É a velha história: se uma empregada pega escondida uma peça de lingerie da patroa para ir a uma festa pobre, certamente será demitida, quando não encarcerada --mesmo que a tenha devolvido. Agora, se a amiga da mesma madame levar "por engano" um colar milionário após um regabofe nos Jardins, certamente será perdoada pelo esquecimento e presenteada com o mimo.
Nunca morri de admiração por militantes como José Dirceu, José Genoino e outros tantos. Ao contrário: invariavelmente tivemos posições diferentes em debates sobre os rumos da luta por transformações sociais. Penso até que muitas das dificuldades do PT resultam de decisões equivocadas por eles defendidas. Mas num país onde Paulo Maluf e Brilhante Ustra estão soltos, enquanto Dirceu e Genoino dormem na cadeia, até um cego percebe que as coisas estão fora de lugar.
Fonte: Coluna do Ricardo Melo / Folha Online
O casuísmo da moda, o domínio do fato, caiu como uma luva. A critério de juízes, por intermédio dele é possível provar tudo, ou provar nada. O recurso é também o abrigo dos covardes. No caso do mensalão, serviu para condenar José Dirceu, embora não houvesse uma única evidência material quanto à sua participação cabal em delitos. A base da acusação: como um chefe da Casa Civil desconhecia o que estava acontecendo?
A pergunta seguinte atesta a covardia do processo: por que então não incluir Lula no rol dos acusados? Qualquer pessoa letrada percebe ser impossível um presidente da República ignorar um esquema como teria sido o mensalão.
Mas mexer com Lula, pera aí! Vai que o presidente decide mobilizar o povo. Pior ainda quando todos sabem que um outro presidente, o tucano Fernando Henrique Cardoso, assistiu à compra de votos a céu aberto para garantir a reeleição e nada lhe aconteceu. Por mais não fosse, que se mantivessem as aparências. Estabeleceu-se então que o domínio do fato vale para todos, à exceção, por exemplo, de chefes de governo e tucanos encrencados com licitações trapaceadas.
A saída foi tentar abater os petistas pelas bordas. E aí foi o espetáculo que se viu. Políticos são acusados de comprar votos que já estavam garantidos. Ora o processo tinha que ser fatiado, ora tinha que ser examinado em conjunto; situações iguais resultaram em punições diferentes, e vice-versa.
Os debates? Quantos momentos edificantes. Joaquim Barbosa, estrela da companhia, exibiu desenvoltura midiática inversamente proporcional à capacidade de lembrar datas, fixar penas coerentes e respeitar o contraditório. Paladino da Justiça, não pensou duas vezes para mandar um jornalista chafurdar no lixo e tentar desempregar a mulher do mesmo desafeto. Belo exemplo.
O que virá pela frente é uma incógnita. Para o PT, ficam algumas lições. Faça o que quiser, apareça em foto com quem quer que seja, elogie algozes do passado, do presente ou do futuro --o fato é que o partido nunca será assimilado pelo status quo enquanto tiver suas raízes identificadas com o povo. Perto dos valores dos escândalos que pululam por aí, o mensalão não passa de gorjeta e mal daria para comprar um vagão superfaturado de metrô. Mas como foi obra do PT, cadeia neles.
É a velha história: se uma empregada pega escondida uma peça de lingerie da patroa para ir a uma festa pobre, certamente será demitida, quando não encarcerada --mesmo que a tenha devolvido. Agora, se a amiga da mesma madame levar "por engano" um colar milionário após um regabofe nos Jardins, certamente será perdoada pelo esquecimento e presenteada com o mimo.
Nunca morri de admiração por militantes como José Dirceu, José Genoino e outros tantos. Ao contrário: invariavelmente tivemos posições diferentes em debates sobre os rumos da luta por transformações sociais. Penso até que muitas das dificuldades do PT resultam de decisões equivocadas por eles defendidas. Mas num país onde Paulo Maluf e Brilhante Ustra estão soltos, enquanto Dirceu e Genoino dormem na cadeia, até um cego percebe que as coisas estão fora de lugar.
Fonte: Coluna do Ricardo Melo / Folha Online


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