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terça-feira, 11 de abril de 2017

POLÍCIA CEARENSE JÁ PRENDEU 35 INTEGRANTES DE FACÇÕES CRIMINOSAS EM 2017




Pelo menos 35 membros de quatro facções criminosas foram presos no Ceará, apenas em 2017. Os dados foram compilados com base em informações repassadas pela Polícia Civil, depoimentos dos próprios presos ou nas investigações que culminaram nas prisões.

Em abril de 2016, uma fonte da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que terá a identidade preservada, afirmou que cerca de 1.200 pessoas que estão no Sistema Penitenciário do Ceará são integrantes de facções criminosas. Os dados apresentados têm como base levantamentos feitos pelas células de Inteligência da Instituição. O número representava cerca de 5% da população carcerária do Estado no momento da divulgação.


Em um período sinalizado pelo aumento de relatos sobre ordens de detentos cearenses para o cometimento de crimes, disputas por zonas no tráfico de drogas e motins em complexos penitenciários, o governador Camilo Santana afirmou que as facções estavam sendo monitoradas. “Existem organizações criminosas dentro dos presídios cearenses, mas está sendo feito um trabalho de monitoramento pelo Estado e pela Polícia Federal”, afirmou.

A intensificação do combate a essas organizações pode ser percebida, também, na estrutura organizacional da SSPDS. No fim do ano passado, a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) foi criada, sob a justificativa de centralizar as investigações sobre os casos “intensificar as ações contra grupos que buscam a articulação de crimes no Estado”.

Líder

O PCC é grupo com mais integrantes presos no Ceará neste ano, com 14 membros detidos. Contudo, o número simboliza apenas 1% de todos os filiados da organização no Ceará. De acordo com informações apuradas pelo Diário do Nordeste, em matéria publicada no dia 25 de fevereiro, membros da Delegacia Especializada apontaram que a facção possui cerca de 1.400 filiados no Estado.

Uma fonte da SSPDS, que não quis se identificar disse que a união é um movimento comum dos criminosos. “Eles se agrupam para se fortalecerem. O poder do crime organizado é muito maior que se cada um fosse atuar por conta própria. O combate a esse tipo de crime também precisa ser diferenciado e muito mais eficiente. No Ceará, as alianças entre criminosos se deu de forma rápida e afetou muito a Segurança Pública”.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da SSPDS, mas não obteve resposta, até a publicação desta reportagem, sobre os questionamentos acerca do número de criminosos ligados à facções detidos no Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste

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