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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Parasitas encontrados em peixes no Rio Jaguaribe, em Iguatu, são identificados

Os parasitas encontrados nos peixes da espécie Curimatã, no Rio Jaguaribe, na localidade de Quixoá em Iguatu, interior do Ceará, são do gênero Clinostomum e causam a doença dos pontos amarelos, que pode resultar na morte do animal. Espécies deste gênero de parasita já foram encontradas em humanos no Japão e Coreia do Sul, com localização na região da faringe. No Brasil, houve registro em várias espécies de peixes de água doce.

O laudo foi concluído nesta semana. O Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen) recebeu no dia 30 de março, por meio da Vigilância Sanitária de Iguatu (VSI), amostras de peixes infestados por larvas. Para classificá-los, o Lacen enviou o material o Laboratório de Inspeção e Tecnologia de Pescado, do Departamento de Tecnologia de Alimentos, da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal Fluminense, cujo especialista professor Sérgio Carmona confirmou o parasita e o identificou.

Os parasitas encontrados nos peixes possuem como hospedeiro definitivo répteis, aves e mamíferos. A espécie identificada pela Universidade Federal Fluminense costuma ter como primeiro hospedeiro o caramujo. De acordo com o titular da VSI, o biomédico Samuel Bezerra, essas larvas são encontradas geralmente em criatórios de piscicultura, desde que exista o caramujo, considerado uma espécie invasora. Quando não há a presença do molusco, o parasita penetra no peixe, considerado um hospedeiro secundário, alternativo.

"As larvas contaminam os peixes através de fezes humanas ou de aves infectadas pela verminose. O homem pode adquirir o contato com a larva através do banho, onde essa larva sai dos peixes ou caramujo. Não é recomendado consumir a carne desses animais contaminados, com risco de acometer o homem. É uma doença rara, mas não é endêmica", comentou.

Até o momento, não houve mais informações de novos peixes contaminados. Contudo, vale lembrar que a pesca está proibida devido ao período da piracema, época de reprodução dos cardumes. Samuel Bezerra recomenda não consumir peixes da região, nem tomar banho no rio, tendo em vista que a larva pode penetrar a pele humana. Ele afirma que vai entrar em contato com as Secretarias do Meio Ambiente do município e do Estado para que os órgãos averiguem a possível presença de caramujos em açudes com criatório de peixes.

LUCAS MOTA
O POVO Online

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