Diante da gravidade dos ferimentos, o soldado da Polícia Militar foi
levado às pressas ao IJF, no Centro da Capital (Foto: Juka Foto)
Outro policial militar foi baleado na cabeça durante uma tentativa de
assalto. O soldado da PM, lotado no Quartel do Comando Geral (QCG),
Arlindo Gomes da Silva, foi atingido também no tórax e nas nádegas, em
uma ação criminosa que aconteceu na Rua Ernesto Pereira dos Santos, no
bairro Jóquei Club, por volta das 15h de ontem.
Em menos de 24 horas é o segundo caso em que um policial é baleado. Na última terça-feira (20), no bairro Conjunto Ceará, o cabo PM Paulo Henrique Farias Nobre, 35, foi morto com um tiro na cabeça após reagir a um assalto.
Sobre a ação de ontem, de acordo com o porta-voz da PM, tenente-coronel Fernando Albano, o policial Arlindo Gomes estava de folga e conversava com a irmã. Na ocasião, dois suspeitos que estavam em um veículo modelo Gol, de cor prata, anunciaram o assalto e tentaram levar o veículo do policial, um Corolla de cor preta. O policial reagiu ao assalto e acabou sendo atingido pelos suspeitos.
Estado GraveApós ser baleado, Arlindo Gomes foi socorrido e levado em uma viatura do Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BpRaio) até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Autran Nunes, onde os primeiros socorros foram realizados. Logo em seguida, o policial foi transferido com urgência em estado grave para o Instituto Doutor José Frota (IJF).
Todo o episódio envolvendo o crime contra o soldado Gomes aconteceu enquanto o corpo do policial militar Paulo Henrique Farias Nobre era sepultado.
O cortejo de amigos e familiares do policial saiu da igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará. A cerimônia ocorreu no Cemitério Jardim do Éden, no município de Pacatuba, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
A esposa do policial, Sílvia Helena, que também foi baleada durante a ação criminosa, compareceu ao cemitério usando cadeira de rodas pois ainda está em recuperação.
Adolescente apreendidoNo começo da noite de ontem a Polícia confirmou a apreensão de um adolescente de 17 anos no Amanari, distrito de Maranguape, na RMF. A arma utilizada para matar o militar foi localizada no bairro Jardim Iracema, em Fortaleza. O suspeito confessou a participação na morte de Farias e delatou mais duas pessoas envolvidas no crime.
O adolescente foi encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).A apreensão foi realizada em operação conjunta do Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), Coordenadoria de Inteligência (Coin), da Secretaria de Segurança e Defesa Social (SSPDS) e Policiamento Especializado (Cipe).
O primeiro envolvido foi preso na terça-feira (20), no bairro Quintino Cunha, suspeito de alugar a arma do crime.
Fonte: Diário do Nordeste
Em menos de 24 horas é o segundo caso em que um policial é baleado. Na última terça-feira (20), no bairro Conjunto Ceará, o cabo PM Paulo Henrique Farias Nobre, 35, foi morto com um tiro na cabeça após reagir a um assalto.
Sobre a ação de ontem, de acordo com o porta-voz da PM, tenente-coronel Fernando Albano, o policial Arlindo Gomes estava de folga e conversava com a irmã. Na ocasião, dois suspeitos que estavam em um veículo modelo Gol, de cor prata, anunciaram o assalto e tentaram levar o veículo do policial, um Corolla de cor preta. O policial reagiu ao assalto e acabou sendo atingido pelos suspeitos.
Estado GraveApós ser baleado, Arlindo Gomes foi socorrido e levado em uma viatura do Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BpRaio) até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Autran Nunes, onde os primeiros socorros foram realizados. Logo em seguida, o policial foi transferido com urgência em estado grave para o Instituto Doutor José Frota (IJF).
Todo o episódio envolvendo o crime contra o soldado Gomes aconteceu enquanto o corpo do policial militar Paulo Henrique Farias Nobre era sepultado.
O cortejo de amigos e familiares do policial saiu da igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará. A cerimônia ocorreu no Cemitério Jardim do Éden, no município de Pacatuba, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
A esposa do policial, Sílvia Helena, que também foi baleada durante a ação criminosa, compareceu ao cemitério usando cadeira de rodas pois ainda está em recuperação.
Adolescente apreendidoNo começo da noite de ontem a Polícia confirmou a apreensão de um adolescente de 17 anos no Amanari, distrito de Maranguape, na RMF. A arma utilizada para matar o militar foi localizada no bairro Jardim Iracema, em Fortaleza. O suspeito confessou a participação na morte de Farias e delatou mais duas pessoas envolvidas no crime.
O adolescente foi encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).A apreensão foi realizada em operação conjunta do Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), Coordenadoria de Inteligência (Coin), da Secretaria de Segurança e Defesa Social (SSPDS) e Policiamento Especializado (Cipe).
O primeiro envolvido foi preso na terça-feira (20), no bairro Quintino Cunha, suspeito de alugar a arma do crime.
Fonte: Diário do Nordeste
Ceará recebe 113 denúncias por mês de abuso sexual pelo Disque 100
Com a proximidade da Copa do Mundo, a preocupação é maior devido ao
grande fluxo de turistas que deverão visitar Fortaleza, deixando em
situação ainda mais vulnerável crianças e adolescentes alvo desse tipo
de crime (Foto: Diário do Nordeste)
Abusar e explorar sexualmente crianças e adolescentes é crime. Ainda
assim, o Disque 100 - um dos instrumentos de denúncia mais difundidos do
País - recebeu, só no ano passado, 1.363 denúncias de violência sexual
do Ceará, o que dá uma média mensal de 113 queixas. Em 2012, foram 1.968
registros e em 2011, elas somaram 1.273.
Existe, entretanto, um grande número de subnotificação, já que na maioria dos casos a vítima não verbaliza a violência e o agressor é uma pessoa da família ou alguém próximo. Apesar de ser uma realidade que já faz parte do cotidiano da cidade, com a proximidade da Copa do Mundo, a preocupação aumenta devido ao grande fluxo de turistas que deverá visitar Fortaleza, deixando em situação ainda mais vulnerável crianças e adolescentes alvo desse tipo de crime.
Mesmo com o índice alarmante de denúncias de exploração sexual, a Capital ainda não conta com uma rede consolidada de proteção à criança e ao adolescente. Durante a Copa das Confederações, por exemplo, quando Fortaleza sediou três jogos, o plantão da única Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) encerrava às 22h, justamente quando a rede de exploração sexual se intensifica.
"A gente percebeu que a rede, que deveria estar vigilante com delegacias abertas 24 horas durante a Copa do Mundo, não funcionou", denuncia Talita Maciel, advogada do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca). Ela acrescenta que além desse sistema já ser fragilizado nos trabalhos cotidianos, durante o grande evento efetivamente não houve nenhum reforço. Apesar de ter 184 municípios, o Ceará só conta com uma Delegacia de Combate à Exploração de Crianças e Adolescentes.
Para agravar a situação, a unidade não funciona à noite e nem nos fins de semana, quando ocorrem maior parte dos crimes. Nesse período, as demandas são encaminhadas à Delegacia da Mulher. A defasagem faz com que muitos crimes não sejam apurados. Para dar conta da demanda, cada vez mais crescente, a advogada do Cedeca destaca que o Ceará precisaria de mais delegacias especializadas.
Após visitar todas as instituições que prestam atendimento a menores vítimas de violência sexual, o Cedeca pretende lançar, na primeira semana de junho, um documento com dados do sistema de atendimento às vítimas do Ceará. O material trará esclarecimentos sobre o que deve ser feito pela rede em defesa das vítimas de exploração sexual no Estado.
Rede"É preciso que essa rede exista não só na Copa do Mundo, deve ser um trabalho que vai além deste período. E mesmo durante o grande evento, não basta ficar na delegacia esperando os casos chegarem, é preciso ser feito um trabalho de busca ativa em pontos estratégicos. Todos deverão estar atentos. Inclusive, deve ser feito um trabalho preventivo, iniciado antes da Copa, para saber quais redes estão se articulando para a exploração sexual", diz.
Sobre a defasagem de delegacias de combate à exploração de crianças e adolescentes, a Polícia Civil afirma que está em andamento um projeto para ampliação da Dececa, além de um estudo de viabilização de nove unidades da especializada no Interior.
Comitê local irá garantir ações estratégicasEm nota, a Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (SCDH) informa que a Prefeitura compõe o Comitê Local da Proteção Integral de Crianças e Adolescentes, cujo objetivo é garantir ações estratégicas para o fortalecimento das redes de proteção integral de crianças e adolescentes durante megaeventos, a exemplo da Copa do Mundo.
"Todos os dias, equipes de abordagem social de rua da Prefeitura do governo do Estado atuarão nas áreas consideradas de maior possibilidade de ocorrência de violação de direitos de crianças e adolescentes. Havendo a identificação de alguma situação desse tipo, os educadores sociais acionarão o Plantão Integrado de Proteção - serviço responsável pelo atendimento e encaminhamento de crianças e adolescentes vítimas de violação de direitos. O referido serviço será composto pelas instituições que fazem parte do Sistema de Garantia de Direitos", salienta.
MobilizaçãoA nota acrescenta ainda que durante todo o ano, a Prefeitura, através do trabalho feito pela Rede Aquarela, atua mobilizando e articulando as instituições existentes nas comunidades de Fortaleza, desenvolvendo ações de sensibilização, informação e mobilização das comunidades quanto ao enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes.
SAIBA MAISViolência sexual - Fenômeno que envolve qualquer situação de jogo, ato ou relação sexual, homo ou heterossexual, envolvendo uma pessoa mais velha e uma criança ou adolescente. Se expressa por meio da exploração e/ou abuso sexual.
Abuso Sexual - É a utilização da criança ou adolescente em uma relação de poder desigual, geralmente, por pessoas muito próximas, que se aproveitam dessa relação de poder e de confiança para satisfazer seus desejos sexuais. Podem ocorrer com ou sem violência física, mas a violência psicológica está sempre presente.
Exploração sexual - É a utilização sexual de crianças e adolescentes com fins comerciais e de lucro ou por alguma troca.
Mais informações:Disque denúncia estadual - 0800.285.1407
Disque denúncia municipal - 0800.285.0880 / Disque 100
Fonte: Diário do Nordeste
Existe, entretanto, um grande número de subnotificação, já que na maioria dos casos a vítima não verbaliza a violência e o agressor é uma pessoa da família ou alguém próximo. Apesar de ser uma realidade que já faz parte do cotidiano da cidade, com a proximidade da Copa do Mundo, a preocupação aumenta devido ao grande fluxo de turistas que deverá visitar Fortaleza, deixando em situação ainda mais vulnerável crianças e adolescentes alvo desse tipo de crime.
Mesmo com o índice alarmante de denúncias de exploração sexual, a Capital ainda não conta com uma rede consolidada de proteção à criança e ao adolescente. Durante a Copa das Confederações, por exemplo, quando Fortaleza sediou três jogos, o plantão da única Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) encerrava às 22h, justamente quando a rede de exploração sexual se intensifica.
"A gente percebeu que a rede, que deveria estar vigilante com delegacias abertas 24 horas durante a Copa do Mundo, não funcionou", denuncia Talita Maciel, advogada do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca). Ela acrescenta que além desse sistema já ser fragilizado nos trabalhos cotidianos, durante o grande evento efetivamente não houve nenhum reforço. Apesar de ter 184 municípios, o Ceará só conta com uma Delegacia de Combate à Exploração de Crianças e Adolescentes.
Para agravar a situação, a unidade não funciona à noite e nem nos fins de semana, quando ocorrem maior parte dos crimes. Nesse período, as demandas são encaminhadas à Delegacia da Mulher. A defasagem faz com que muitos crimes não sejam apurados. Para dar conta da demanda, cada vez mais crescente, a advogada do Cedeca destaca que o Ceará precisaria de mais delegacias especializadas.
Após visitar todas as instituições que prestam atendimento a menores vítimas de violência sexual, o Cedeca pretende lançar, na primeira semana de junho, um documento com dados do sistema de atendimento às vítimas do Ceará. O material trará esclarecimentos sobre o que deve ser feito pela rede em defesa das vítimas de exploração sexual no Estado.
Rede"É preciso que essa rede exista não só na Copa do Mundo, deve ser um trabalho que vai além deste período. E mesmo durante o grande evento, não basta ficar na delegacia esperando os casos chegarem, é preciso ser feito um trabalho de busca ativa em pontos estratégicos. Todos deverão estar atentos. Inclusive, deve ser feito um trabalho preventivo, iniciado antes da Copa, para saber quais redes estão se articulando para a exploração sexual", diz.
Sobre a defasagem de delegacias de combate à exploração de crianças e adolescentes, a Polícia Civil afirma que está em andamento um projeto para ampliação da Dececa, além de um estudo de viabilização de nove unidades da especializada no Interior.
Comitê local irá garantir ações estratégicasEm nota, a Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (SCDH) informa que a Prefeitura compõe o Comitê Local da Proteção Integral de Crianças e Adolescentes, cujo objetivo é garantir ações estratégicas para o fortalecimento das redes de proteção integral de crianças e adolescentes durante megaeventos, a exemplo da Copa do Mundo.
"Todos os dias, equipes de abordagem social de rua da Prefeitura do governo do Estado atuarão nas áreas consideradas de maior possibilidade de ocorrência de violação de direitos de crianças e adolescentes. Havendo a identificação de alguma situação desse tipo, os educadores sociais acionarão o Plantão Integrado de Proteção - serviço responsável pelo atendimento e encaminhamento de crianças e adolescentes vítimas de violação de direitos. O referido serviço será composto pelas instituições que fazem parte do Sistema de Garantia de Direitos", salienta.
MobilizaçãoA nota acrescenta ainda que durante todo o ano, a Prefeitura, através do trabalho feito pela Rede Aquarela, atua mobilizando e articulando as instituições existentes nas comunidades de Fortaleza, desenvolvendo ações de sensibilização, informação e mobilização das comunidades quanto ao enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes.
SAIBA MAISViolência sexual - Fenômeno que envolve qualquer situação de jogo, ato ou relação sexual, homo ou heterossexual, envolvendo uma pessoa mais velha e uma criança ou adolescente. Se expressa por meio da exploração e/ou abuso sexual.
Abuso Sexual - É a utilização da criança ou adolescente em uma relação de poder desigual, geralmente, por pessoas muito próximas, que se aproveitam dessa relação de poder e de confiança para satisfazer seus desejos sexuais. Podem ocorrer com ou sem violência física, mas a violência psicológica está sempre presente.
Exploração sexual - É a utilização sexual de crianças e adolescentes com fins comerciais e de lucro ou por alguma troca.
Mais informações:Disque denúncia estadual - 0800.285.1407
Disque denúncia municipal - 0800.285.0880 / Disque 100
Fonte: Diário do Nordeste


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