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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Desesperada, Record procura novos quadros para salvar Sabrina Sato









Sabrina Sato e casal que participou no quadro Meu Marido É o Cara, o mais rejeitado do programa. (Foto: Edu Moraes/TV Record)
A Record está em busca de novos formatos para o Programa da Sabrina. E tem muita pressa. A avaliação interna é a de que nenhum quadro da atração se firmou até agora. Presidente do comitê artístico, Mafran Dutra fez uma peregrinação na semana passada pela LA Screenings, em Los Angeles (EUA), um dos principais eventos de televisão do mundo. Ele também encomendou novos formatos a tradicionais parceiros da Record no Brasil, como a Endemol e a Fremantle.

A falta de empatia entre o público e os quadros do Programa da Sabrina está sendo apontada como a principal razão da queda de 37% na audiência. A atração, que estreou com 10,1 da estreia, marcou 6,4 no último sábado, em sua quarta edição. Em pesquisa realizada pela emissora, a apresentadora aparece muito bem avaliada, com baixíssima taxa de rejeição.

O maior vilão é o quadro Meu Marido É o Cara (My Man Can), formato comercializado pela Fremantle. Arrependida, a emissora já decidiu que o game de casais só vai durar uma temporada, não terá a segunda. O quadro só não será tirado do ar porque a Record não pode fazer isso, por força de contrato. Terá de exibir os 13 episódios.

A Record também percebeu que os quadros do Programa da Sabrina são muito longos. Se o telespectador não gosta de um deles, zapeia e volta à emissora e o quadro continua no ar, a chance de rejeição total é maior.

Fonte: Notícias da TV

Tragédia em Canindé (CE) reascende debate sobre a importância do cinto de segurança

André Barbosa
Dezoito pessoas morreram em acidente envolvendo um ônibus de passeio na cidade de Canindé (Foto: Portal Difusora)
Dezoito pessoas morreram e outras seis continuam internadas em estado grave na cidade de Fortaleza após três dias completados da tragédia envolvendo um ônibus de passeio na cidade de Canindé. O acidente que ganhou repercussão mundial fez reascender uma velha discussão: a importância do uso do cinto de segurança.

A atroz agonia vivida pelos que viram seus entes queridos mortos de forma trágica poderia ter sido amenizada se a quantidade de passageiros a utilizarem o cinto de segurança fosse maior. O motorista do ônibus da empresa Princesa dos Inhamuns usava o cinto e sofreu apenas lesões leves.

Para especialistas, o “caso do motorista é excelente para exemplificar o quão importante é o uso do cinto que poderia ter salvado várias vidas e dado um desfecho diferente para a tragédia”.

Perito Forense há 21 anos, Renato Oliveira garante que nunca viu “algo parecido” e explica que “quando há o tombamento e as pessoas estão sem cinto, elas são arremessadas com violento impacto, batem a cabeça e, quando são jogadas para fora, muitas vezes são esmagadas e arrastadas pelo ônibus”.
O uso adequado do cinto reduz em até 75% a possibilidade de mortes acidentes de trânsito 
(Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)

Cinto reduz possibilidade de morte em até 75%Conforme dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o uso adequado do cinto reduz em até 75% a possibilidade de mortes acidentes de trânsito. Entretanto, o supervisor de fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Alfredo Martins, reconhece que não há fiscalização.

Com a fiscalização deficiente – muito por conta do número elevado de ônibus, cada um com 46 poltronas em média – o uso passa ser algo “educacional”. “As pessoas até sabem os benefícios do cinto, mas não é uma cultura, infelizmente”, pondera a universitária Ana Claudia de Oliveira.

A utilização, além de evitar que o passageiro colida a cabeça no banco da frente ou nas divisórias do veículo, impede que a pessoa seja lançada dentro ou mesmo fora do ônibus. No acidente de domingo, um passageiro sobrevivente presenciou da pior forma esta experiência. Ele relatou que viu a sogra e a namorada sendo arremessadas para fora do ônibus, porque estavam sem cinto.

Uso ainda distante do ideal
Matias de Lima, de 58 anos, conta que sempre usa o cinto de segurança quando viaja de ônibus 
(Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)

À espera do ônibus para embarcar rumo à cidade de Araripina, Matias de Lima, de 58 anos, garante que o acessório de segurança se faz presente em todas as suas viagens. “A primeira coisa que faço depois de sentar é colocar o cinto”, conta.

Matias conta que não ficou sabendo do acidente no município de Canindé, o que não o impediu de opinar sobre o assunto. “Não tomei ciência, mas esses acidentes sempre são feios. O ônibus era pra poder sair só depois que todo mundo tivesse de cinto”, e acrescenta: “Não só nesses ônibus mas também os coletivos, complicado é alguma lei ser cumprida no Brasil”.

Apesar da pratica consciente de Seu Matias, a maioria dos passageiros afirmaram não usar o cinto com tanta frequência. Sete dos dez entrevistados no Terminal Rodoviário de Juazeiro disseram “esquecer” de afivelar o cinto nas viagens, mesmo com todas as poltronas existindo sinalização individual da obrigatoriedade do uso.

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