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terça-feira, 20 de maio de 2014

Câmara do Crato elege nova Mesa Diretora


Madson Vagner
Pedro Alagoano (PSB), foi eleito com 13 votos. (Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)
A Câmara Municipal do Crato elegeu na manhã desta terça-feira, 20 de maio, em sessão ordinária, os novos membros da Mesa Diretora para o biênio 2015-2016. O pleito teve três nomes inscritos para disputar a preferência dos 19 parlamentares da Casa Legislativa.

A eleição, que deveria acontecer no próximo mês de novembro, acabou sendo antecipada. Concorreram à vaga de presidente os vereadores Pedro Alagoano (PSB), eleito com 13 votos; Bebeto Anastácio (Pros), com 4 votos; e Paulo de Tarso (PMDB), com 2 votos.

Disputaram as outras cadeiras, os vereadores Nagila Rolim (PSD), eleita com 13 votos; Thiago Esmeraldo (PP), com 2 votos; e Jales Veloso (PTN), com 4 votos. Para o cargo de 1º Secretário foi eleito o vereador Luiz Carlos (PSL), com 15 votos, contra Guer (PSDB) que obteve 4 votos. Para a 2º Secretaria o vereador Marquim do Povão (PMDB) foi eleito com 16 votos, como candidato único.

A disputa aconteceu em votação rápida e com voto aberto. A antecipação foi decidida pelo plenário da Câmara com a aprovação do Projeto de Lei, apreciado em dois turnos, no mês de abril deste ano.

A nova mesa deve assumir em 1º de janeiro de 2015 com uma formação destacada pela ausência de vereadores de oposição ao governo municipal. A nova mesa fica formada pelos vereadores Pedro Alagoano (presidente), Nagila Rolim (vice-presidente), Luis Carlos (1º Secretário) e Marquim do Povão (2º Secretário).
A disputa aconteceu em votação rápida e com voto aberto. (Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)

O presidente eleito Pedro Alagoano, agradeceu aos votos se dizendo surpreso com a união demonstrada pelos vereadores que lhe elegeram. Sobre o cargo, o novo presidente disse que vai se preparar melhor para desempenhar um bom papel a frente do Poder Legislativo cretense. “Já pensava em concorrer ao cargo há muito tempo. Não sabia se teria o apoio de tantos colegas, mas na reta final, eles foram fortes e garantiram meu nome na presidência,” disse Pedro Alagoano.

Segundo o novo presidente, a ideia é fazer uma gestão diferenciada na forma administrativa. “Com isso, queremos mostrar ao povo do Crato o que eles estão esperando; uma luta constante em busca da melhor qualidade de vida de todos os cratenses,” ressaltou o novo presidente.

Os vereadores Paulo de Tarso e Bebeto Anastácio, candidatos derrotados, parabenizaram o novo presidente e ressaltaram os desafios da nova gestão. O vereador Bebeto destacou, durante pronunciamento do voto, que é importante deixar de lado projetos pessoais e garantir o respeito à minoria da Câmara, já que, segundo ele, a mesma tem trabalhado com responsabilidade. Já o vereador Paulo de Tarso ressaltou que prevaleceu o projeto que se articulou mais cedo. Ele disse esperar do novo presidente uma gestão visando à melhoria do Poder Legislativo.

O atual presidente, vereador Luis Carlos, disse que espera da nova gestão ações que promovam melhorias para o município. “Precisamos buscar uma união entre todas as forças políticas do Crato, deixando de lado interesses pessoais e egos, para juntos viabilizarmos o crescimento do Município,” disse Luis Carlos.

Sobre a eleição antecipada, o vereador Tiago Esmeraldo, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), disse que a antecipação deve evitar a interferência de forças políticas externa na decisão da mesa. “Além disso, a antecipação vai proporcionar mais tempo para a transição em caso de mudança nos membros da mesa,” disse Tiago.

A antecipação da eleição aconteceu, excepcionalmente, para o biênio 2015-2016.

Após 9 meses, polícia conclui inquérito do caso Pesseghini









Pais com Marcelo Pesseghini em foto de arquivo da família. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Após mais de nove meses do crime, a Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito do caso Pesseghini. O relatório final do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou que Marcelo Pesseghini, de 13 anos, usou a pistola .40 da mãe para executar os pais, que eram policiais militares, a avó materna e a tia-avó, e depois se matou com um tiro na cabeça na casa onde a família morava.

O crime ocorreu em 5 de agosto de 2013, na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo.

A conclusão do DHPP não é novidade, já que o próprio departamento havia esclarecido o caso horas após o crime.

Uma das provas de que Marcelo Pesseghini matou a família e se matou em seguida se baseia em um laudo psiquiátrico sobre a personalidade do garoto. O resultado apontou que complicações de uma doença mental aliadas a fatores externos levaram o estudante a atirar no pai, o sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos; a mãe, a cabo Andréia Bovo Pesseghini, de 36 anos; a avó materna, Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos; e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos. O documento foi feito pelo psiquiatra forense Guido Palomba.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública, "o caso foi encerrado, com o relatório final de 16 de maio, concluído pelo delegado Charlie Wang, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Crimes Múltiplos do DHPP. Os autos foram encaminhados para a Justiça, sendo necessário à produção solicitar junto ao Ministério Público cópias das peças.A conclusão sobre o caso, respaldada nos laudos técnicos periciais, nos depoimentos e provas coletados, confirmou a tese inicial de homicídio seguido de suicídio."

O G1 não localizou o delegado Itagiba Franco, da divisão de homicídios do DHPP, e o promotor Daniel Tosta de Freitas, do Ministério Público, para comentarem o assunto.

Os avós paternos de Marcelo, no entanto, não acreditam que o neto cometeu os assassinatos e se matou e pedem um novo inquérito sobre o caso. Eles contrataram uma advogada para contestar a versão da polícia. "É mentira. É lógico que não foi o Marcelinho", disse a avó paterna de Marcelo, a dona de casa Maria José Uliana Pesseghini, de 62 anos. "Ele amava a todos e jamais faria isso. Sequer sabia atirar ou dirigir."

"Querem culpar o menino porque ele não está mais aqui", completou o avô do suspeito, o aposentado Luís Pesseghini, de 65 anos, que ainda guarda os celulares das vítimas. Neles, estão gravadas mensagens de carinho entre o garoto e a mãe.

A advogada Roselle Soglio, especialista em perícias, foi contratada para defender os interesses da família, e acredita que o verdadeiro assassino está solto.

"A defesa da família Pesseghini contesta a versão da polícia e, por isso, vai pedir a abertura de um novo inquérito", disse Roselle, que trabalha na capital paulista.

"Por mais que a polícia tenha antecipado a conclusão de que Marcelo matou a família e depois se matou, não há provas cabais e técnicas dentro do inquérito que demonstrem ou comprovem isso."

A advogada declarou que outras pessoas também deveriam ser investigadas como suspeitas do crime. "Um colega da corporação falou à polícia que a mãe de Marcelo se queixou de ter sido ameaçada, e isso não foi investigado a fundo", afirmou Roselle. "Isso sem falar que ela havia perdido as chaves de casa e alguém pode tê-las encontrado, entrado lá e cometido o crime."

Além disso, Roselle contestou a perícia feita pela Polícia Técnico-Científica. "A cena do crime pode ter sido mexida antes da chegada dos peritos", apontou a advogada, que encaminhou ao DHPP um documento com 16 questionamentos sobre o trabalho feito pelo Instituto de Criminalística (IC) nesse caso. "Muitas pessoas que conheciam as vítimas estiveram na casa antes dos peritos. Quem garante que ninguém modificou o local?"

A advogada pretende pedir a abertura de um novo inquérito à Justiça.

De acordo com policiais do departamento de homicídios, para concluir o inquérito e relatá-lo à Justiça, o DHPP aguarda o relatório sobre dez ligações telefônicas que Marcelo teria feito no dia do crime. Assim que o caso chegar à Promotoria, o promotor poderá pedir seu arquivamento à Justiça, já que, em tese, o assassino está morto.

A Promotoria recebeu recentemente um parecer do médico legista George Sanguinetti, que teria sido feito por ele de maneira independente, sem nenhuma relação com os avós paternos do estudante.

O documento também contesta a perícia feita no caso e a tese da investigação que culpa Marcelo. O especialista, que mora em Alagoas, ficou conhecido após ter defendido a tese de duplo assassinato do ex-tesoureiro Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, em 1996, em Maceió.

Versão policial

Segundo a polícia, o adolescente dirigiu o carro da mãe até uma rua próxima ao colégio onde estudava, dormiu dentro do veículo e então foi para a aula. Lá, contou para os amigos que havia matado a família, mas ninguém acreditou nele. Em seguida, o adolescente voltou para a residência e se matou. Todos foram mortos com tiros na cabeça.

De acordo com o exame psiquiátrico, o estudante sofria de uma doença chamada "encefalopatia hipóxica" (falta de oxigenação no cérebro), que o fez desenvolver um "delírio encapsulado” (ideias delirantes). Além disso, ele teria sido influenciado por jogos violentos de videogame.

O laudo apontou que, no ano passado, esse quadro de delírios se agravou quando Marcelo quis se tornar um "justiceiro", um "matador de aluguel de corruptos", inspirado no game "Assassin´s Creed". Um mês antes dos crimes, o estudante passou a usar a imagem do assassino do jogo em seu perfil no Facebook e também a usar um capuz como o personagem do game Desmond Miles – um barman que volta no tempo na pele de seus ancestrais, encarna o matador Altair e se envolve na guerra entre assassinos e templários ao longo de diversos eventos históricos.

Fonte: G1 São Paulo

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