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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Morte de Delegado: Família pede celeridade em sentença


Após um ano e sete meses da morte do delegado cearense Lucas Craveiro Alves, os seis responsáveis pelo crime permanecem presos, mas ainda não foram julgados. Apesar de o processo estar concluso para a sentença desde o último dia 6 de outubro, a família da vítima ressalta que não há previsão para que os culpados sejam oficialmente comunicados das suas devidas penas. André Craveiro, irmão do policial civil, afirma que o crime destruiu a família toda. "Agora em julho perdemos nosso pai, ele não conseguiu suportar a tragédia e entrou em depressão. Meu irmão atuava no Piauí, mas pela proximidade, ele costumava vir para Fortaleza de 15 em 15 dias para visitar a família e os amigos. Foi uma fatalidade. Ele estava no local errado e na hora errada. Pedimos celeridade nesse julgamento. Já estamos em novembro e em dezembro tem recesso no Fórum", lembra o familiar. Lucas Craveiro, que trabalhava na Polícia Civil do Piauí, foi morto na madrugada do dia 17 de março do ano passado, aproximadamente às 3h, durante uma tentativa de um assalto a uma lanchonete, em Fortaleza. O delegado foi morto com seis tiros logo após sair do comércio localizado na esquina das Avenidas Washington Soares e Coronel Miguel Dias, no bairro Guararapes, em Fortaleza. Lucas Craveiro foi atacado no momento em que ia pegar seu carro, um Volkswagen modelo Jetta de cor branca, que estava estacionado defronte a um edifício comercial. Durante a troca de tiros, um dos bandidos foi atingido no ombro e na perna. O delegado foi atingido e morreu na calçada do restaurante. Denúncia A 1ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza acatou a denúncia do Ministério Público Estadual (PM) contra os seis homens acusados de participar da tentativa de assalto que resultou na morte da vítima de 32 anos. Os réus serão julgados por latrocínio (roubo seguido de morte), porte ilegal de arma e formação de quadrilha ou bando. Ainda segundo o irmão da vítima, o processo é complexo e contou com o depoimento de 30 testemunhas em 15 audiências. "O processo todo tem quase mil páginas. Eu assisti todas as audiências. O que atirou e foi baleado confessou o crime. Até os que disseram que não atiraram, confirmaram a participação na ação", ressaltou André. Fonte: Diário do Nordeste

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