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domingo, 7 de maio de 2017

Ceará é o 3º estado do País em flagrantes por embriaguez ao volante


Até o dia 30 de abril, foram 363 autuações e 45 pessoas presas por embriaguez. A PRF realizou mais de 30 mil testes de alcoolemia no período ( Foto: Fabiane de Paula )



A má conduta dos motoristas nas estradas federais cearenses fizeram com que o Estado alcançasse a terceira posição no ranking nacional de flagrantes de embriaguez ao volante em 2017. Neste ano, até o fim de fevereiro, de acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o Ceará já registrou 253 infrações à Lei Seca nas BRs, número que ficou abaixo apenas das ocorrências contabilizadas no Distrito Federal (644) e no estado de São Paulo (267).

A Polícia Rodoviária Federal do Ceará (PRF-CE) tem dados ainda mais atualizados. Até o dia 30 de abril, foram 363 autuações e 45 pessoas presas por embriaguez. Ao todo, o órgão realizou mais de 30 mil testes de alcoolemia no período. A mais recente detenção de motorista embriagado no Estado aconteceu no último dia 28, quando um homem de 32 anos foi preso na BR-222, no município de Irauçuba, por dirigir sob o efeito de álcool. O teste de etilômetro apontou teor de 0,45 mg de álcool por litro de ar expelido. A embriaguez ao volante passa a ser considerada crime quando a concentração de álcool é igual ou superior a 0,34 mg/l.

Durante este mês, a segurança no trânsito entra na pauta de mobilizações em todo o País como parte do movimento "Maio Amarelo". No Ceará, a PRF-CE realizará ações de educação e conscientização junto a condutores e a estudantes nas escolas.

Fiscalização

Para o superintendente da PRF, Stênio Pires, o alto número de infrações registrado no Ceará é reflexo da intensificação do trabalho de fiscalização nas estradas, que passou a contar com reforço dos órgãos municipais de trânsito, em especial na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). No entanto, o gestor destacou que, mesmo após quatro anos da instauração da nova Lei Seca, que reduziu a tolerância para a alcoolemia, o desrespeito à norma ainda é grande.

"Misturar bebida e direção é uma cultura que existe no Brasil e em todos os países, inclusive nos desenvolvidos. Só modificar a legislação não adianta. Pode até inibir a prática no começo, mas se o motorista perceber que não existe fiscalização, vai continuar do mesmo jeito", afirmou o superintendente.

Pires ressalta, ainda, que a alcoolemia costuma estar relacionada a outras infrações de trânsito graves, como o excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas. O resultado é a ocorrência de acidentes, em sua maioria graves. "A pessoa que bebe fica auto-confiante e acaba excedendo a velocidade, fazendo curvas e manobras perigosas. Também tem a questão da agressividade, ela acha que todos precisam abrir espaço. Associado a isso, ainda há a redução considerável dos fatores motores, com incapacidade de raciocínio, diminuição dos reflexos e sonolência. A combinação é explosiva", acrescenta.

Maio Amarelo

Apesar do dado preocupante, Pires ressalta que, em relação ao mesmo período do ano passado, houve redução de aproximadamente 50% na quantidade de mortes registradas nas BRs durante os quatro primeiros meses de 2017. O balanço de ocorrências será divulgado neste mês como parte do "Maio Amarelo", contudo, segundo o superintendente, a queda pode ser atribuída às ações de monitoramento e ao trabalho de conscientização dos condutores.

Esse trabalho, conforme o gestor, será fortalecido até o fim de maio. "Nossa atuação vai ser com a intensificação das ações educativas e a divulgação de resultados para chamar atenção da sociedade para essas tragédias que são os acidentes de trânsito. Quando um avião cai, isso repercute por vários meses, mas, no Brasil, morrem só nas rodovias federais 6.600 pessoas por ano. A diferença é que isso acontece aos poucos, então as pessoas não percebem o impacto".

Lei seca

Infrações (até fevereiro)

1º) Distrito Federal: 644

2º) São Paulo: 267

3º) Ceará: 253

4º) Mato Grosso do Sul: 230

5º) Minas Gerais: 186

6º) Alagoas: 146

7º) Santa Catarina: 115

8º) Paraná: 85

9º) Rio de Janeiro: 84

10º) Goiás: 64

11º) Mato Grosso: 63

12º) Rio Grande do Sul: 41

13º) Pará / Rondônia: 28

14º) PE/ RN: 27

15º) Bahia: 26

16º) Maranhão: 21

17º) Tocantins: 17

18º) Acre: 16

19º) Paraíba: 11

20º) AP / ES / SE: 9

21º) Roraima: 3

22º) Amazonas / Piauí: 0



Fonte Diário do Nordeste

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