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domingo, 28 de maio de 2017

Cocaína é mais viciante do que se pensava, revela estudo


Cocaína é mais viciante do que se pensava, revela estudo; Confira

A cocaína é mais viciante do que se pensava, aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá. Com base em escaneamentos cerebrais, os cientistas descobriram que a exposição a sinais do consumo da droga está associada à liberação da dopamina numa área conhecida por promover o uso compulsivo, mesmo entre os que não se consideram viciados. Os resultados foram publicados esta semana no periódico “Scientific Reports”, e mostra que usuários que eventuais e recreativos podem estar muito mais perto da dependência do que imaginam.

O estudo fornece evidência de que alguns sinais característicos de pessoas que desenvolveram vícios estão presentes muito antes do que a maioria de nós imaginava — disse Marco Leyton, professor do Departamento de Psiquiatria na McGill.

Os cientistas já sabiam que o uso da cocaína dispara a liberação da dopamina, um neurotransmissor envolvido no sistema de recompensas do cérebro. Em dependentes, sinais associados com o consumo da droga, como ver imagens de alguém fazendo uso da substância, são suficientes para desencadear a liberação da dopamina e levar ao desejo.

Entretanto, se pensava que o desenvolvimento da dependência era um longo processo. Com o avanço da adicção, a liberação da dopamina induzida apenas por sinais de consumo se move para o corpo estriado dorsal, uma estrutura bastante estudada por seu papel na forma como respondemos às recompensas.

Essa área do cérebro é conhecida por ser particularmente importante quando as pessoas começam a perder controle sobre seus comportamentos em busca de recompensas — explicou Leyton. — A parte dorsal do corpo estriado é envolvida em hábitos, a diferença, por exemplo, entre tomar um sorvete por causa da boa sensação contra ser uma resposta automática que ocorre quando não se é prazeroso ou leva a consequências que você quer evitar, como ganhar peso.

No estudo, a equipe do professor Leyton utilizou um equipamento de tomografia por emissão de pósitrons para analisar o que acontece no corpo estriado dorsal de usuários eventuais da droga. Os pesquisadores criaram vídeos para cada um dos participantes, mostrando o consumo da cocaína por um amigo. Os vídeos foram assistidos pelos participantes, e todos demonstraram aumento na liberação da dopamina nesta área do cérebro.

Esta mudança do comportamento voluntário para habitual é apontado como importante no desenvolvimento do uso compulsivo da droga e a progração para a adicção — disse Sylvia Cox, doutoranda na McGill e autora principal do estudo.

Para Leyton, os resultados mostram que a “acumulação desses gatilhos cerebrais pode levar as pessoas ao vício muito antes do que elas esperavam”, por isso é importante procurar ajuda o quanto antes para evitar os efeitos severos da dependência.


Fonte O Globo

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