Demontier Tenório///(Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)
O juiz José Mauro Lima Feitosa presidiu a sessão em que Thiago
Pernambuco foi condenados a 38 anos de prisão em regime fechado. (Foto:
Cícero Valério/Agência Miséria)
O Conselho de Sentença do Tribunal Popular do Júri de Juazeiro do Norte
rejeitou a negativa de autoria e acolheu a tese do Ministério Público
condenando o réu Jonatan Marcos de Oliveira, o Thiago Pernambuco, a 38
anos de prisão em regime fechado. De acordo com o juiz José Mauro Lima
Feitosa, que presidiu a sessão, são 19 anos por cada um dos homicídios
duplamente qualificados pela torpeza e pela surpresa com as quais as
vítimas foram executadas.
No dia 20 de setembro de 2011, na Praça do Giradouro, Thiago teria matado o vereador Amarílio Pequeno da Silva e o ex-policial José Alves Bezerra, o Dedé da Civil. O julgamento durou quase 12 horas e foi um dos mais demorados dos últimos anos em Juazeiro. Ao final, parentes e amigos das vítimas não escondiam a emoção quando era lida a sentença pelo juiz. Sentado no banco dos réus em meio a dois policiais militares, por poucas vezes Thiago ergueu o rosto.
Durante o dia, houve momentos de acirramentos dos ânimos entre o representante do Ministério Público, o Promotor de Justiça Gustavo Henrique Cantanhêde Morgado, e o defensor público Emanuel Leal de Santana. O primeiro chamou a atenção dos jurados para a riqueza de detalhes narrados por Thiago no seu depoimento concedido ao delegado, enquanto o defensor sustentou a tese de que o réu foi coagido pela polícia para assumir o duplo homicídio.
O promotor fez questão de reprisar conversas das gravações feitas pela Polícia Civil após a justiça decretar a quebra de sigilo telefônico de acusados. Uma dessas escutas revela um bate-papo entre Tiago e Paulo Vítor Monteiro Lopes discutindo sobre o valor pago para a execução que seria apenas do vereador. Paulo que teria contratado Thiago disse que não era para ter matado o outro referindo-se a Dedé, mas o acusado da pistolagem retrucou observando que o mesmo foi para cima dele. O representante do Ministério Público considerou ainda a existência de contradições entre os depoimentos prestados por Thiago à polícia e à justiça.
HISTÓRIA – Naquela noite, o vereador Amarílio Pequeno tinha acabado de fazer o seu Cooper habitual na Praça José Feijó de Sá e sentou-se à mesa do Restaurante Rondelle para tomar uma cerveja com seu amigo e, também, ex-policial Dedé Bezerra. Não sabia ele que estava marcado para ser morto e um homem armado com uma pistola .40 já seguia na sua direção. O amigo morreria “de graça” ao tentar impedir a execução do ex-sargento da Polícia Militar.
Amarílio foi abordado por um homem alto e moreno que via pela primeira vez e este já foi efetuando os disparos. Quando Dedé se levantou terminou igualmente alvejado e os dois já tombaram na praça praticamente sem vida. De acordo com os autos do processo e a pronúncia da juíza Ana Raquel Colares Linard, este homem seria o Thiago Pernambuco, que veio com tal missão a Juazeiro atendendo convite do outro pronunciado pela justiça, Paulo Vítor Monteiro.
Este último encontra-se preso no Rio Grande do Norte por conta de envolvimento em um seqüestro naquele estado. Já Thiago havia sido preso em Brejo Santo por outro crime. Hoje, o maior questionamento da sociedade é sobre quem seria o interessado na morte de Amarílio. Ainda segundo os autos, Ramon Gonçalves Vital foi quem deu fuga ao acusado do crime de pistolagem levando-o até a estátua de Padre Cícero na Colina do Horto.
Ali, a moto foi abandonada e Ramon seria primo de Damião Érico Cavalcante Nicolau, o "Damiaozin" ou "Vela" que, está preso na Região Metropoilitana de Fortaleza. Este seria o responsável por arquitetar toda a trama quando se encontrava em uma das celas da Penitenciária Industrial e Regional do Cariri em Juazeiro e o contato para a intermediação da pistolagem foi feita por ele junto a Paulo Vítor, o qual teria dito ao delegado Francisco Crisóstomo que o autor intelectual seria o vereador Ronaldo.
Por diversas, o vereador conhecido como Ronnas Motos negou a acusação e a dúvida sobre o interessado na morte de Amarílio ainda persiste quase três anos após o caso. Existe ainda a figura do “Magão” que teria apontado o nome de Thiago para a execução. Nem este e nem Ramon tem os seus paradeiros conhecidos. Por outro lado, em seus depoimentos à justiça, Thiago e Paulo Vítor negaram envolvimentos no duplo homicídio ao contrário do que afirmaram ao delegado que investigou as execuções.
"Deus, não me leva agora”, diz Renato Aragão sobre internação
Paparicado o tempo todo pela mulher, Lilian, ele contou o que sentiu. (Foto: Reprodução/Jornal Nacional/TV Globo)
O humorista Renato Aragão agradeceu nesta terça-feira (18) o carinho e a
preocupação dos brasileiros com o estado de saúde dele e disse que está
até "melhor que antes". No Rio, ele recebeu a repórter Lília Teles, do
Jornal Nacional, no hospital na Zona Oeste em que se recupera de um
infarto sofrido no sábado (15). Aos 78 anos, brincou sobre o desejo de
viver mais sete décadas e, com a bola na mão, já pensa até em jogar
futebol.
“Esse público maravilhoso, que rezou por mim, que ficou preocupado, esse também é que eu tenho que viver mais 70 anos. Estamos aqui juntos. Olhe lá, me aguarde”, contou o humorista, que abriu pessoalmente a porta do hospital para a equipe da TV Globo, já com brincadeiras. "Entraram no quarto errado, não? Não é aqui não!"
Bem disposto, corado, fazendo todo mundo rir, e paparicado o tempo todo pela mulher, Lilian, ele contou o que sentiu.
“Eu estava na festa da minha filha, que foi sexta-feira [14]. Fiquei feliz da vida, muito alegre. Acabou a festa, fui pra casa, dormi tranquilo. No dia seguinte, tomei café. Quando foi mais ou menos umas 9h da manhã, veio uma dor enorme no peito. Parecia que tinha um caminhão de mudança aqui em cima”, disse, ponto a mão no peito. “Uma dor indescritível, insuportável. Nunca tinha sentido isso. Eu gritava, mas já tinha uma equipe médica aqui me esperando. Já me doparam. Ali mesmo fizeram o tratamento, colocaram um stent", contou.
´Vida melhor´, diz médico
O humorista passou por cirurgia para desobstruir a artéria do coração. Segundo o médico, o infarto foi grave e ele tinha duas lesões. “Posso dizer que ele vai ter uma vida melhor do que ele tinha há uma semana”, prometeu.
Alta no fim de semana
A recuperação de Renato é considerada excelente pelos médicos, mas ele só deve receber alta no fim da semana. Enquanto isso, vai fazendo planos de uma vida ainda mais saudável do que antes do infarto. E pra garantir isso, já até comprou um brinquedo.
“Olha, gente, assim que sair daqui, me aguarde. Estarei lá no meu campinho, jogando futebol. Estamos aí, rapaziada”, disse, com a bola na mão.
´Não me leva agora´, pediu
O eterno Didi, dos "Trapalhões", que alegra o Brasil há mais de 50 anos, se emociona quando se lembra do risco da morte. “Quando eu vinha pra cá, a dor era tão grande. Eu falava: ‘Meu Deus, não me leva agora, não me leva agora que não está na hora. Tem muita coisa para fazer. Olha, tem dois seriados para fazer...”, disse, interrompido pela emoção.
Renato Aragão foi transferido para o quarto nesta segunda-feira (17), segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Barra D´Or. Segundo a nota, o estado de saúde dele é estável hemodinamicamente e apresentava melhora evolutiva.
Intérprete do personagem Didi, que completou 50 anos em 2010, o ator foi nomeado embaixador da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Além do trabalho na televisão, Renato Aragão já fez mais de 40 filmes. Parte deles com os amigos do grupo "Os Trapalhões", que deixou de ser produzido em 1995 após 18 anos de existência.
"Um beijo, com coração novo", despediu-se Renato Aragão.
Fonte: G1
“Esse público maravilhoso, que rezou por mim, que ficou preocupado, esse também é que eu tenho que viver mais 70 anos. Estamos aqui juntos. Olhe lá, me aguarde”, contou o humorista, que abriu pessoalmente a porta do hospital para a equipe da TV Globo, já com brincadeiras. "Entraram no quarto errado, não? Não é aqui não!"
Bem disposto, corado, fazendo todo mundo rir, e paparicado o tempo todo pela mulher, Lilian, ele contou o que sentiu.
“Eu estava na festa da minha filha, que foi sexta-feira [14]. Fiquei feliz da vida, muito alegre. Acabou a festa, fui pra casa, dormi tranquilo. No dia seguinte, tomei café. Quando foi mais ou menos umas 9h da manhã, veio uma dor enorme no peito. Parecia que tinha um caminhão de mudança aqui em cima”, disse, ponto a mão no peito. “Uma dor indescritível, insuportável. Nunca tinha sentido isso. Eu gritava, mas já tinha uma equipe médica aqui me esperando. Já me doparam. Ali mesmo fizeram o tratamento, colocaram um stent", contou.
´Vida melhor´, diz médico
O humorista passou por cirurgia para desobstruir a artéria do coração. Segundo o médico, o infarto foi grave e ele tinha duas lesões. “Posso dizer que ele vai ter uma vida melhor do que ele tinha há uma semana”, prometeu.
Alta no fim de semana
A recuperação de Renato é considerada excelente pelos médicos, mas ele só deve receber alta no fim da semana. Enquanto isso, vai fazendo planos de uma vida ainda mais saudável do que antes do infarto. E pra garantir isso, já até comprou um brinquedo.
“Olha, gente, assim que sair daqui, me aguarde. Estarei lá no meu campinho, jogando futebol. Estamos aí, rapaziada”, disse, com a bola na mão.
´Não me leva agora´, pediu
O eterno Didi, dos "Trapalhões", que alegra o Brasil há mais de 50 anos, se emociona quando se lembra do risco da morte. “Quando eu vinha pra cá, a dor era tão grande. Eu falava: ‘Meu Deus, não me leva agora, não me leva agora que não está na hora. Tem muita coisa para fazer. Olha, tem dois seriados para fazer...”, disse, interrompido pela emoção.
Renato Aragão foi transferido para o quarto nesta segunda-feira (17), segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Barra D´Or. Segundo a nota, o estado de saúde dele é estável hemodinamicamente e apresentava melhora evolutiva.
Intérprete do personagem Didi, que completou 50 anos em 2010, o ator foi nomeado embaixador da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Além do trabalho na televisão, Renato Aragão já fez mais de 40 filmes. Parte deles com os amigos do grupo "Os Trapalhões", que deixou de ser produzido em 1995 após 18 anos de existência.
"Um beijo, com coração novo", despediu-se Renato Aragão.
Fonte: G1





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