Adeus indignado no Cemitério do Gama: a mãe da vítima entrou na cova da
filha ao ver o caixão se aproximar da sepultura da filha (Foto: Gustavo
Moreno/Correio Braziliense)
“Ninguém vai enterrar a minha
filha”, gritava, repetidamente, a mãe da garota assassinada pelo
ex-namorado no último domingo. Em clima de revolta, Rosemari da Silva,
34 anos, e cerca de 100 pessoas se despediram ontem, no Cemitério do
Gama, de Yorrally Ferreira, 14 anos. O sepultamento ficou marcado pela
indignação devido à impunidade, pois o acusado cometeu o crime dois dias
antes de completar 18 anos. “Ainda estamos sem acreditar. Não sei como
fazem uma crueldade dessas com uma inocente”, declarou a doméstica e
prima da vítima Giliane de Souza, 27 anos.Enquanto
o corpo era velado, por volta das 9h40, Rosemari passou mal e recebeu
atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os
paramédicos a aconselharam a deixar o local, mas a mulher não aceitou
sair do lado da filha. No caminho até a sepultura, familiares cantaram
músicas religiosas. A mãe, no entanto, novamente se desesperou. Deitou
dentro da cova e disse que não sairia dali: “Eu vou junto com Yorrally.
Daqui, eu não saio. Vou dormir aqui”.XodóAmigos
a tiraram dali para dar lugar ao caixão. Em seguida, Rosemari desmaiou e
foi levada ao Hospital Regional do Gama. Como não havia maca disponível
na unidade de saúde, dois homens a carregaram até a emergência. Foi
atendida e passa bem. “Ela (mãe de Yorrally) está desolada, sem
perspectiva de vida. E, nesses momentos, é ainda pior, tudo se aguça.
Ver a cena dela dentro do caixão foi um baque para todos. Ela não dorme
direito desde o dia da tragédia”, disse o primo Adriano Dias, 27 anos.A
professora Damiana da Silva, 38 anos, prima do carpinteiro Joselito
Ferreira, pai de Yorrally, lembra que a garota era a única filha que
morava com os pais. “Eles eram muito apegados”, contou. Adriano recordou
ainda que a mãe fazia todas as vontades da caçula. “Era o xodó. Quando
pedia alguma coisa, mesmo se a Rosemari não tivesse dinheiro, ela
economizava até conseguir dar o presente”, disse.Yorrally
cursava o 6º ano da Escola Militar do Novo Gama. O acusado de matá-la
completou 18 anos duas horas depois de ser detido, na noite de
segunda-feira. A polícia se surpreendeu com a frieza do jovem, que deu
detalhes do homicídio. Segundo ele, os dois marcaram um encontro no
último domingo na casa dele, no Novo Gama (GO). Em seguida, foram a uma
região conhecida como Prainha, no Gama. Lá, o garoto agarrou a vítima
pelo braço e atirou no rosto dela. O suspeito ainda filmou a cena e
mostrou a amigos. PremeditadoO
primo Adriano acredita que o acusado premeditou o crime. “Por que ele
não fez isso dois dias depois de completar a maioridade penal? É óbvio
que ele fez isso de caso pensado”, revoltou-se. A delegada da Delegacia
da Criança e do Adolescente (DCA) Viviane Bonato, responsável pelo caso,
assegurou que o jovem planejava o homicídio desde quinta-feira. “Três
dias antes, eles combinaram de se encontrar no domingo, na hora do
almoço. Ele contou que, nesse momento, já tinha intenção de matar
Yorrally”, revelou. Ainda segundo Viviane, o infrator está detido no
Núcleo de Atendimento Integrado (NAI) e, depois de sentenciado, deverá
cumprir pena no centro de internação mais próximo da casa dele.
Fonte: Correio Braziliense
Fonte: Correio Braziliense
Sargento da PM é preso após matar vizinho em São João de Meriti. Revoltados, moradores incendiaram o carro do policial
Pouco depois do crime, moradores incendiaram o carro do PM preso em
flagrante Leia mais:
http://extra.globo.com/casos-de-policia/sargento-da-pm-preso-apos-matar-vizinho-em-sao-joao-de-meriti-revoltados-moradores-incendiaram-carro-do-policial-1186435
(Foto: Francisco Arrais/Extra)
O sargento Sidney Cunha, lotado no 20º BPM (Mesquita) desde janeiro, foi
preso em flagrante, no fim da tarde desta terça-feira, em São João de
Meriti. Ele é acusado de matar, com dois tiros, o vizinho Felipe Michael
do Amaral Aguilar, de 29 anos. Segundo a Divisão de Homicídios da
Baixada Fluminense (DHBF), a principal hipótese para o crime é a disputa
por um imóvel na Rua Dinorah Silva, em Jardim Meriti, onde a vítima foi
assassinada.
Pouco depois do crime, o clima de revolta tomou conta da rua: moradores incendiaram o carro do PM, um Prisma cinza. Empurrado, o veículo chegou a atingir um comércio próximo, que também ficou em chamas. Os bombeiros foram acionados.
Pouco depois do crime, o clima de revolta tomou conta da rua: moradores incendiaram o carro do PM, um Prisma cinza. Empurrado, o veículo chegou a atingir um comércio próximo, que também ficou em chamas. Os bombeiros foram acionados.
Segundo testemunhas, a desavença entre os dois já era um problema
antigo.Cada um morava em uma casa do mesmo terreno, no lote 4, quadra
44. Parentes da vítima contam que o imóvel foi vendido pela avó de
Felipe para o PM. Porém, segundo eles, apenas uma das residências teria
sido negociada por cerca de R$ 300 mil.
— O policial queria a outra casa, em que meu irmão morava com a tia. Se ele tivesse mesmo que sair, um oficial de Justiça iria lá retirá-lo, o que nunca aconteceu — conta Fabíola Pacheco do Amaral, irmã de Felipe.
— O policial queria a outra casa, em que meu irmão morava com a tia. Se ele tivesse mesmo que sair, um oficial de Justiça iria lá retirá-lo, o que nunca aconteceu — conta Fabíola Pacheco do Amaral, irmã de Felipe.
Já o irmão do sargento Sidney Cunha alega que o PM comprou as duas casas.
— Havia cerca de dois anos que o Felipe não queria sair. Existe uma processo na Justiça. As várias brigas entre eles acabaram nesta tragédia — lamenta Everson Muniz, irmão do policial.
Felipe era estudante de direito e havia passado na prova para a Polícia Militar. Na próxima segunda-feira, ele começaria o curso no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PM, em Sulacap , bairro da Zona Oeste do Rio.
— Desde criança o sonho dele era ingressar na corporação — diz Fabíola.
Testemunhas contaram que Felipe agonizava no terreno da casa, mas o PM não abriu o portão para que ele fosse socorrido.
Fonte: Extra
— Havia cerca de dois anos que o Felipe não queria sair. Existe uma processo na Justiça. As várias brigas entre eles acabaram nesta tragédia — lamenta Everson Muniz, irmão do policial.
Felipe era estudante de direito e havia passado na prova para a Polícia Militar. Na próxima segunda-feira, ele começaria o curso no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PM, em Sulacap , bairro da Zona Oeste do Rio.
— Desde criança o sonho dele era ingressar na corporação — diz Fabíola.
Testemunhas contaram que Felipe agonizava no terreno da casa, mas o PM não abriu o portão para que ele fosse socorrido.
Fonte: Extra


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