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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Soterrado, bebê de 4 meses sobrevive no Nepal


       Equipe de resgate encontra bebê de quatro meses nos escombrosReprodução/Kathmandu Today
Um recém-nascido de quatro meses foi encontrado nos escombros do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que atingiu o Nepal no último sábado (25). A criança sobreviveu por três dias sozinha e foi resgatada ontem (28).
O bebê foi encontrado nos escombros de sua casa, que desabou na cidade de Bhaktapur, uma dos locais históricos próximos ao vale de Katmandu. O recém-nascido foi enviado a um hospital com diversos ferimentos, mas está fora de perigo. Além da criança, um jovem de 27 anos, Risk Khanal, também foi resgatado depois de 82 horas soterrado em Gongabu.
Mais de 10 equipes de socorristas estrangeiros chegaram a Katmandu para auxiliar os militares nepaleses nas buscas por sobreviventes do terremoto, que já deixou mais de cinco mil mortos. Há especialistas da Índia, Sri Lanka, China, Turquia, Holanda, Polônia, Alemanha, Israel, Malásia e Japão atuando em Katmandu. Uma equipe britânica também está em Sindhupalchok. Apesar disso, cerca de 200 pessoas protestaram hoje na capital do país contra o atraso na distribuição de itens humanitários.
Os manifestantes fecharam vias e acusaram o governo de não agir de maneira suficiente. Houve confrontos com a polícia, que prendeu alguns manifestantes. O tremor de terra, que foi o maior na região nos últimos 80 anos e chegou a ser sentido na Índia, Paquistão e Bangladesh, provocou avalanches no Monte Everest com ao menos 18 mortos. Devido a isso, pelo segundo ano consecutivo, foram canceladas as expedições para a melhor época de escaladas, de 10 a 12 de maio.
De acordo com as agências que organizam as escaladas, todos os guias e alpinistas já deixaram o local. No ano passado, as expedições foram canceladas por uma avalanche que provocou a morte de 16 pessoas. As autoridades nepalesas temem que o número de mortes causadas pelo terremoto possa chegar a 10 mil. O Centro de Operações de Emergências do Nepal informou que 10,9 mil pessoas estão feridas. Outras 454 mil estão desabrigadas. Ao todo, oito milhões de pessoas foram atingidas pelo tremor de terra, de acordo com as Nações Unidas.

'Quero frango com macarronada', diz mulher que engoliu lâmina de barbear

Mulher bebe água e acaba ingerindo lâmina de barbear em Valença, RJ (Foto: Wagner Alves de Macedo/Arquivo Pessoal)Mulher bebe água e acaba ingerindo lâmina de barbear (Foto: Wagner Alves de Macedo/Arquivo Pessoal)
“Quero frango assado com macarronada”. Esse é o primeiro prato que Patrícia Alves de Souza, de 35 anos, deseja comer após ficar uma semana ingerindo apenas líquidos. Ela engoliu acidentalmente uma lâmina de barbear. Patrícia segue internada na enfermaria do Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi, em Valença, no Sul do Rio de Janeiro. Por telefone, a doméstica conversou com o G1 nesta quarta-feira (29).
“Estava sentindo dores no estômago e internei na segunda-feira [20]. Fiquei sabendo que tinha ingerido a lâmina na terça [21]. Fiquei desesperada. O doutor fez um raio-x, mas ainda não dava pra saber o que era. Até então, parecia um caroço ou alguma coisa parecida. Descobrimos que era uma lâmina depois que passei por uma endoscopia”, contou.
Segundo ela, durante todo tempo buscou forças na fé e na família. “Não pensei no pior, porque tenho Deus comigo, mas pensei na minha família. Tenho criança pra criar e esposo pra cuidar. Uma mãe de família é muito importante”, disse.
Lâmina estava em garrafa d'água
O acidente aconteceu no último dia 20. O marido, que queria fazer o descarte correto da lâmina, colocou o objeto dentro de uma garrafa pet. Uma das filhas do casal não viu e encheu a garrafa com água. Patrícia acabou bebendo o líquido e ingerindo a lâmina.

Desde que deu entrada no Hospital Escola, Patrícia se alimenta à base de soro. Ela ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde que fez a cirurgia para a retirada do objeto do estômago, na noite de sábado (25). Na terça-feira (28), foi transferido para a enfermaria.
A operação foi realizada no mesmo hospital em que Patrícia está internada. A unidade médica tentou, durante cinco dias, transferi-la para hospitais que são referência nesse tipo de atendimento, mas todos deram resposta negativa, alegando não ter vaga ou o material necessário.
A decisão de operá-la no próprio hospital se deu pelo fato de a equipe médica considerar que Patrícia "estava em jejum por um período muito longo".
A expectativa é que Patrícia receba alta e possa voltar a ingerir alimentos sólidos ainda nesta quarta-feira.

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