Em
cerimônia no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff
sancionou, na segunda-feira (9), a lei que agrava pena de homicídios
cometidos contra mulheres por motivo de discriminação de gênero ou
violência doméstica.
A chamada Lei do Feminicídio prevê penas que podem variar de 12 a 30 anos de prisão.
A lei foi
aprovada pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (3) e inclui o
crime de assassinato de mulheres por razões de gênero entre os tipos de
homicídios qualificados. O texto também aumenta, de um terço até a
metade, a pena se o crime acontecer durante a gestação ou nos três meses
posterior ao parto.
Também são
considerados agravantes o homicídio de mulheres menores de 14 anos ou
acima de 60 anos, pessoa com deficiência ou se cometido na presença de
descendente ou ascendente. A classificação como crime hediondo impede a
fiança e dificulta a progressão de regime de condenados.
Em uma
pesquisa realizada em 2013, o Instituto de Pesquisas Econômicas
Aplicadas (Ipea) constatou que o Brasil registrou 16,9 mil feminicídios
entre 2009 e 2011, o que indica uma taxa de 5,8 casos para cada 100 mil
mulheres.
Segundo
dados da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), 68% dos crimes
desse tipo são cometidos dentro da residência das mulheres. Para Dilma, é
preciso mudar o ditado popular “em briga de marido e mulher não se mete
a colher”.
“Em briga de
marido e mulher, nós achamos que se mete a colher, sim, principalmente
se resultar em assassinato”, disse. “Meter a colher nesse caso não é
invadir a privacidade, é garantir padrões morais, éticos e democráticos.
E o estado brasileiro deve meter sim, a colher.”
Com informações do portal Terra
LEI VAI FICAR MAIS DURA PARA ASSASSINOS DE POLICIAIS E PARA OS MENORES INFRATORES
O Presidente
da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, anunciou ontem que votará este
mês quatro projetos que aumentam as punições a criminosos, incluindo
assassinos de policiais e menores infratores. O anúncio foi feito em
almoço na Associação Comercial do Rio de Janeiro.
No caso de
assassinatos de policiais, os condenados teriam o tempo de prisão
aumentado de um terço até 50% da sentença. Hoje a pena máxima para
homicídio doloso (intenção de matar) é de 12 anos a 30 anos de prisão. A
expectativa de Cunha é, já na semana que vem, levar as mudanças à
apreciação do plenário.
As propostas
foram encaminhadas encaminhadas pelo governador de São Paulo, Geraldo
Alckmin (PSDB), mas atingem um dos problemas mais preocupantes no Rio,
atualmente: a morte de policiais. Dados deste ano mostram situação
dramática no estado.
A proposta
de endurecer as penas vem ao encontro do desejo do secretário estadual
de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, que defende a
alteração na lei.
Duas outras
propostas, que estão no mesmo documento, visam a combater os ataques a
caixas eletrônicos, em que são usados armamento pesado e explosivos. O
objetivo é alterar o artigo 16 do Estatuto do Desarmamento e criar penas
de 4 a 8 anos de prisão para quem usar fuzis, metralhadoras e armas
similares e para quem for flagrado, sem autorização legal, fabricando ou
usando explosivos. Estas penas não estão previstas no artigo, que
limita as punições para porte ilegal de armas a seis anos de prisão.
A outra
mudança é para o artigo 155 do Código Penal. Se for aprovado o projeto,
os furtos de caixas eletrônicos passam a ter penas de cinco a 12 anos. A
sanção anterior era de dois a oito anos.
Uma outra
proposta que vai a plenário é para permitir que os estados e o Distrito
Federal legislem sobre alguns aspectos do procedimento penal, para
facilitar o combate ao crime.
Internação maior para menores
Um dos
projetos mais esperados e que deve provocar polêmica é o endurecimento
de medidas para menores infratores, o que altera o Estatuto da Criança e
do Adolescente (ECA). A proposta é aumentar de três para oito anos o
tempo de internação de jovens que praticam crimes hediondos ou forem
reincidentes. Este projeto de lei, apresentado em abril de 2013, está
parado na Comissão de Constituição e Justiça.
Também
pretende-se punir com mais rigor o adulto que se utiliza de adolescente
para cometer crime. E ainda definir regras para o tratamento
ambulatorial de adolescentes e jovens adultos de doença mental
diagnosticada durante o cumprimento de medida socieducativa.
Pezão pede punições mais severas
Ontem, no
lançamento da campanha ‘Justiça pela Paz em Casa’ no Tribunal de Justiça
do Rio (TJ), o governador Luiz Fernando Pezão também defendeu leis mais
severas para crimes contra policiais. “Isso (combate à violência contra
policiais) é uma luta permanente. Tenho me reunido de duas a três vezes
por semana com o secretário Beltrame e o chefe da Polícia Civil,
Fernando Velozo, e com o comandante da PM, Alberto Pinheiro Neto”,
afirmou Pezão.
Ele disse que desde abril defende leis mais rigorosas para esses crimes. “Tenho trabalhado permanentemente nisso”, afirmou.
Outra
preocupação demonstrada pelo governador é a melhoria da formação do
policial, o que, para ele, pode evitar mortes. “Muitos desses policiais
estão sendo mortos em serviço. É para terem mais cautela e cuidado.
Estamos capacitando melhor e fazendo um grande trabalho de treinamento
dentro das UPPs”, disse ele.
Para o
governador, é preciso combater toda forma de violência. “Tanto contra o
policial, que às vezes erra, quanto contra os moradores do Rio”, disse.
Fonte: O DIA BRASIL

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