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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Policial civil morre por não resistir à pressão e contrangimento durante depoimento na Controladoria de Disciplina


Um veterano inspetor da Polícia Civil do Ceará faleceu na manhã desta terça-feira (11), após sofrer um infarto enquanto prestava depoimento na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD). O policial não suportou as pressões psicológicas impostas contra ele durante o interrogatório.

O fato ocorreu na tarde de ontem (10), quando o inspetor Flavio Martins Dantas era interrogado numa das delegacias internadas da Corregedoria. Ele estaria ali na condição de testemunhas de outro policial, quando passou mal e foi levado a um hospital particular da Capital. Durante todo o restante de dia, Flávio foi medicado e ficou acompanhado somente dos familiares.

À noite, recebeu a visita de colegas, entre eles um delegado de Polícia. O inspetor teria confidenciado que foi pressionado durante o interrogatório. Em meio a tanto constrangimento e pressão psicológica acabou por sofrer o abalo cardíaco que, horas depois, ceifou-lhe a vida.

No relato que fez nas redes sociais, o delegado explicou como tudo aconteceu, reafirmando a versão de que o próprio policial contou ter sido pressionado e coagido pelos agentes da CGD.

"Pelo que o próprio Flávio relatou à familiares quando ainda estava consciente, na audiência foi intimidado e coagido ao ponto de se estressar tanto que simplesmente desmaiou. Acreditem, um inspetor desmaiou dentro da CGD durante uma oitiva por conta da pressão sofrida. Acham que isso foi suficiente? Ainda tem mais. Segundo sua sogra, foi socorrido por funcionários da segurança da CGD ao Hospital Prontocardio. Nessa altura do campeonato, alguém deve imaginar que o policial civil teve todo o acompanhamento da CGD e assistência necessária à família. Ora, isso seria o mínimo. Deixaram o policial no hospital como se fosse um cão sem dono (nem com animais se faz isso) e foi a sogra e esposa que tiveram que se virar sozinhas a partir dali. O policial teve um rompimento da aorta e chegou ao hospital com a pressão quase a zero!”

Transferido para o Hospital de Messejana, o inspetor não resistiu.

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