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sexta-feira, 15 de maio de 2026

STF apura emendas destinadas à produtora de filme sobre Bolsonaro


O Supremo Tribunal Federal (STF) apura supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares para empresas ligadas à produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação envolve recursos indicados por deputados do PL, entre eles o deputado federal Mário Frias.

A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino, que determinou a intimação de Mário Frias para prestar esclarecimentos sobre o envio de pelo menos R$ 2 milhões à Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama. A produtora Go Up Entertainment, ligada à empresária, é responsável pelo filme previsto para estrear em setembro.

A denúncia foi apresentada pela deputada Tabata Amaral, que aponta possível uso indireto de recursos públicos em produções de cunho ideológico. Segundo reportagem do The Intercept Brasil, entidades ligadas à produtora receberam cerca de R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares de deputados do PL.

Os deputados Bia Kicis e Marcos Pollon admitiram ter destinado recursos para projetos audiovisuais relacionados à produtora, mas afirmaram que os valores não foram usados no filme Dark Horse. Ambos alegam que os projetos não chegaram a ser executados e negam qualquer irregularidade.

A investigação ganhou novos desdobramentos após áudios divulgados mostrarem o senador Flávio Bolsonaro solicitando apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear a produção. Segundo as investigações, o empresário teria liberado parte dos recursos solicitados para o projeto cinematográfico.

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