O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo está investigando os policiais militares que mataram uma criança de 10 anos de idade, durante uma perseguição a um veículo que havia sido furtado, na noite da quinta-feira (2), de dentro de uma garagem de um condomínio na região do Morumbi, bairro nobre da cidade.
Segundo os policiais, o menino estava ao volante e efetuou disparos, antes de ser atingido na cabeça. A versão dos militares foi confirmada pelo comparsa da criança, um pré-adolescente de 11 anos de idade. Segundo o depoimento do comparsa do furto, que foi acompanhado pela mãe, a criança atirou duas vezes contra os policiais e que, depois da batida do carro, disparou novamente, pouco antes de ser baleado e morrer.
A delegada que preside o inquérito, Elisabete Sato, informou que o revólver calibre 38, encontrado no veículo furtado, tinha três cápsulas deflagradas e três balas intactas. A arma, segundo a Polícia, foi levada por assaltantes durante o roubo de carga de cigarro, em Jundiaí, interior paulista, há cerca de um ano.
Familiares do menino informaram que ela havia largado a escola este ano e que trabalhava nas ruas como engraxate. A família acredita que o menino estaria desarmado e que a Polícia poderia ter criado a cena da troca de tiros, pois a comunidade pune pessoas que colocam arma na mão de crianças.
Com agências
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