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domingo, 5 de julho de 2015

Crise dos 7 anos existe?

Pois é, está aí uma pergunta ou um mito popular em torno dos casais que já acompanha algumas gerações e culturas. Quem nunca ouviu sobre a famosa crise dos sete anos?
Podemos encontrar algumas explicações e estudos de ordem mística, histórica e cultural falando a este respeito e até mesmo algumas pesquisas sobre comportamentos humanos. E estes conteúdos podem nos levar a pensar sobre isso e talvez até sugerir respostas.
Existem pessoas que declaram, com suas experiências, que esta crise existe sim. Relatam experiências de desentendimentos, estresse e desgaste da relação amorosa de forma cíclica, e concluem que são provas que devem ser superadas ou não nesse período.
Fico pensando: quem somos nós para dizer que não existe? E ao mesmo tempo, repenso: será mesmo que nós seres humanos possuímos nossos comportamentos e atitudes tão técnicos e previsíveis, que podem ocorrer de forma tão organizada e metódica? Essa possibilidade me parece que reduz - e muito - as particularidades de cada indivíduo, e nos tira a riqueza de nossas histórias de vida, nossos sentimentos e experiências. Não acham?
Sempre retomo com vocês que meu ponto de vista profissional segue a linha psicanalítica. E este método de estudo nos diz que não há como responder esta pergunta de forma tão direta e técnica, usando um simples SIM ou NÃO. A psicanálise entende que o ser humano é amplo, ao mesmo tempo é particularmente único e por isso não há como explicar ou garantir que somos ou passamos por situações metódicas na vida, isso sempre vai depender de quem estamos falando. Usando esta base, acredito que somos resultado de uma diversidade de experiências vividas e sentidas e que isso jamais será igual para todos ou para mais que um.
Assim, podemos pensar que não há como garantir ou esperar uma crise aos 7 anos ou em algum período especifico (alguns sugerem crise dos 9 meses e 3 anos), pois somos únicos. Mas podemos sim esperar crises em nossas relações, pois as crises fazem parte da vida tanto dos casais como dos solteiros, ou seja, dos seres humanos. Isso porque a crise é o resultado exposto de uma insatisfação que estamos sentindo ou vivendo, e normalmente só é percebida após um bom tempo de existência. Logo, é por isso que quando nos damos conta, já estamos sem paciência ou cansados, às vezes até explodimos e nos descontrolamos.
Mas e os relatos comuns das pessoas alegando ou provando que existe passaram por crises nos mesmos períodos?
Podemos explicar ou entender que nós seres humanos buscamos sempre apoio ou formas de nos identificar com o meio. E há uma necessidade (inconsciente) muito grande de agirmos ou pensarmos de forma semelhante. Isso nos alivia fantasiosamente, e nos sentimos apoiados por acreditar que somos parecidos ou possuímos pontos em comum. Logo é muito possível que casais em crise cheguem à conclusão do mesmo período para justificar suas insatisfações, tendo assim o apoio de outros relatos para sua crise. Mas o mais provável é que cada casal tenha iniciado sua crise em tempos bem diferentes, que só foi percebido ou permitido ser exposto neste momento.
É valido lembrar que passamos por muitos aprendizados desde muito cedo em nossas vidas, do mamar ao comer; do colo ao andar; da fralda ao banheiro; do bebê a criança, do adolescente ao adulto... E todas as fases e aprendizados são fundamentais e se complementam. Todas elas nos trazem aprendizados, frustrações, conquistas e insatisfações de acordo com o que é vivido e como é experimentado.
Vejam que curioso este pensamento: vamos considerar o nascer como nosso ponto ZERO. E cá entre nós, o desenvolvimento nos primeiros meses e anos de vida é particularmente encantador, não acham? O bebê vai descobrindo, experimentando e vivenciando tantas sensações (que hoje passam por nós desapercebidas na vida) como frio, calor, vento, dia, noite - tanto o bebê ou a criança pequenina se encanta com tudo que experimenta. Façamos aqui uma pausa e pensem comigo: esta etapa de vida, vista por esta via, não nos faz lembrar da paixão, do namoro ou do início do casamento? Onde tudo é encantador, onde reparamos e damos valor ao mais básico dos movimentos, ou deixamos passar alguns conflitos pois ainda estamos aprendendo?
E quando a criança chega por volta dos sete anos de idade, costumamos dizer dentro dos estudos psicológicos que ela está com sua base emocional formada. Claro que não está pronta e ainda tem muito a aprender por toda a vida, mas entende-se que por volta dos sete anos de idade uma pessoa já instalou em sua estrutura emocional diversos conhecimentos básicos que servirão como base para seguir sua vida daqui por diante, já tem certa capacidade de se virar sozinha no meio que vive, compreende as rotinas e regras, com gosto próprio e declarado para muitas coisas. Deste ponto em diante ela terá muitas coisas boas novas pela frente, através da sua independência que começa a ganhar força, mas também irá vivenciar períodos cansativos e desgastantes na vida, como assumir e seguir os padrões e regras da escola. Até então a criança crescia, aprendia e se relacionava com o mundo de forma mais solta, ou com menos cobrança de padrões e regras, porém de agora em diante precisará aprender a se conter, a ceder, a obedecer, a fazer algo por que pedem para fazer e não somente porque quer e acha divertido. Isto é, a frustração fica mais clara do que antes e é muito comum que sintam vontade de não seguir as regras, que relutem, se rebelem ou impliquem com o que agora parece obrigatório.
Comparando esta fase com um casal há aproximadamente sete anos juntos, podemos identificar a semelhança do período. Percebem? Talvez o que aconteça com os casais por volta de sete anos juntos seja algo muito próximo a essa ideia, ou seja, um processo de mudança, de amadurecimento obrigatório pessoal, amoroso e social. É muito provável que por volta deste período, os casais já saibam bem o que desejam para si e para o casal e é mais provável ainda que muitas mudanças tenham acontecido e que agora precisam ser ajeitadas na vida. Talvez os sonhos ou as ideias do início hoje não caibam mais, ou precisam de outro complemento. É hora de amadurecer, de se preparar para crescer na relação e nem sempre isso é gostoso.
O que podemos aprender e pensar a respeito deste conteúdo, é que as crises entre os parceiros costumam acontecer por insatisfações presentes na relação e cada época de vida tende a apresentar diferentes conflitos.
Vale ressaltar aqui que talvez o maior problema não seja de fato qual crise, ou quando a crise ocorre, mas vale sim prestar atenção no fato que as crises de casais são interligadas as crises pessoais, fazendo parte do constante aprendizado, com mudanças, sucessos e angustias.
As crises acontecem - se não aconteceram ainda, vão acontecer. Portanto estejam abertos e cientes. Sejam menos tensas ou muito angustiantes, as crises fazem parte do desenvolvimento humano durante toda sua vida, é um momento de avaliar todo o aprendizado e nos preparamos para novos passos.
Talvez o problema real não esteja na existência da crise ou na data em que ocorre, mas sim no distanciamento entre os parceiros. Às vezes um está em busca de mudanças, novos sonhos, enquanto o outro resiste ou mesmo está preso em suas próprias convicções. E isto seja talvez o maior problema, a diferença de tempos e desejos entre os parceiros. Vale pensar.
MSN Notícias

Universitário mata a mãe a facadas e diz que é "Lúcifer"

O estudante universitário Vinícius Pereira Xavier, de 26 anos, foi preso por matar a própria mãe, na cidade de Senador Canedo, região de Goiânia.

O crime ocorreu na casa onde Vinícius morava com a mãe, Agenelza Pereira da Fonseca Xavier, 46 anos, e o pai.

O jovem foi encontrado nu e coberto de sangue, ao lado do corpo da mãe, no quintal da residência. O crime foi descoberto pelo irmão e o pai do suspeito, que ao chegar em casa viu, pelo portão, o crime. Com medo da reação de Vinícius, os familiares ficaram na rua e chamaram a polícia militar, que o prendeu em flagrante.

Para a polícia há a hipótese de que Vinícius Pereira Xavier tenha assassinado a mãe em um surto psicótico.

Segundo o delegado Massanobo Kai, responsável pelo caso, Vinícius estava transtornado. “Ele não falava nada com sentido, e mostrava um olhar vidrado. Disse apenas que se chamava Lúcifer e que a Deus pertencia a vida”, descreveu. 

Segundo o site Terra, a sanidade mental de Vinícius será avaliada por um exame psiquiátrico. “Acredito que foi um ato de esquizofrenia”, afirmou o delegado.

Fonte: MSN Notícias

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