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| Foto Divulgação TLSA |
Geólogos brasileiros a serviço de uma empresa multinacional suíça, cujo nome não foi ainda revelado, estão percorrendo propriedades rurais localizadas entre os municípios de Itapiúna e Quixeramobim, pelas quais passarão os trilhos da Ferrovia Transnordestina, pedindo e obtendo autorização para pesquisar a existência de terras raras e minerais estratégicos.
O dono de uma dessas propriedades, fonte desta informação, já autorizou a pesquisa em sua gleba. Ele contou hoje, segunda-feira, 25, a esta coluna ter ouvido dos geólogos que naquela região há registro de 38 minerais raros, entre os quais o nióbio e o grafeno. Esses minerais são utilizados na tecnologia moderna, na energia limpa, nas telecomunicações, na exploração espacial e na área da defesa. A China tem as maiores reservas mundiais dessas terras raras; em seguida, está o Brasil.
De acordo com a fonte desta informação – dono de uma fazenda de 280 hectares na zona rural do município – o município de Itapiúna tem registro de antigas ocorrências minerais, que recrudesceram agora por causa das escavações que vêm sendo feitas em toda a área da construção da Ferrovia Transnordestina, as quais são acompanhadas pela equipe de geólogos da própria Transnordestina Logística, responsável pelo projeto dessa importante estrada de ferro.
Ainda segundo a mesma fonte, na geografia entre Itapiúna e Quixeramobim, há 115 lavras requeridas ao DNPM (Departamento Naciomal de Pesquisa Mineral) por oito empresas internacionais. Lavras são operações coordenadas com o objetivo de explorar uma jazida mineral, a céu aberto ou de modo subterrâneo, abrangendo desde a extração do minério bruto até o seu beneficiamento.
Itapiuna, em linguagem tupi-guarani significa “pedra preta brilhosa”, informa a mesma fonte.
O proprietário de uma fazenda que também está localizada bem no meio do caminho da Transnordestina, no município de Redenção, foi visitado há um mês pelo mesmo time de geólogos que trabalha para a empresa suíça, mas negou a solicitação, alegando que “eles pagam uma miséria pela exploração e ainda deixam um passivo ambiental de causar tristeza”.
Com informações do Diário do Nordeste.

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