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| Foto Site Opinião CE |
Os carros elétricos ganham cada vez mais espaço no mercado, justificados por motivos de sustentabilidade, eficiência e economia. Dominando a nova fase automobilística no Brasil, eles exigem espaços com postos de recarga espalhados pela cidade, tema que foi discutido na reunião da Câmara das Energias do Ceará, vinculada às Câmaras e Conselhos Empresariais (CACE) da Fecomércio. A reunião aconteceu na última sexta-feira (9).
Durante o encontro, o tenente‑coronel Joel de Abreu Nobre, comandante do Comando de Engenharia de Prevenção de Incêndio do Corpo de Bombeiros, apresentou detalhes sobre a implantação de infraestrutura de recarga para carros elétricos, destacando requisitos técnicos e de segurança necessários para instalar sistemas de abastecimento em edifícios públicos e privados.
Na discussão, o oficial também ressaltou que ainda não existe uma norma técnica nacional específica para estações de recarga, um fator que exige atenção redobrada de projetistas, construtoras e administradores prediais. Segundo ele, a fuga térmica em baterias de íons de lítio é, hoje, a maior preocupação dos bombeiros: testes conduzidos pela corporação indicam que, em caso de incêndio, a contenção exige grandes volumes de água ou espuma para resfriar as células aquecidas.
Os números reforçam a urgência do tema. No primeiro trimestre de 2025, foram emplacados 39.924 veículos eletrificados no país, o que representa um crescimento de 10,6 % em relação ao mesmo período de 2024. Durante a reunião, foram destacadas algumas recomendações importantes: adquirir equipamentos de recarga certificados por organismos nacionais ou internacionais, seguir rigorosamente as instruções dos fabricantes para o uso de cabos, adaptadores e baterias, e substituir componentes exclusivamente por itens originais ou devidamente homologados.
A reunião também contou com a presença do presidente da CACE e diretor da Fecomércio, Éverton Fernandes; do presidente da Câmara das Energias, Antonio José Costa; do presidente da Câmara da Moda, Afonso Júnior; da presidente da Câmara do Setor Automotivo, Ana Furtado; além de representantes de empresas do setor.
Com informações do Site Opinião CE.
Cerca de 59% dos acidentes envolvendo morte de trânsito no Ceará tem motociclistas como vítimas
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| Foto Reprodução |
A taxa de mortes causadas por acidentes de trânsito voltou a crescer no país, alcançando 16,2 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes. O dado se refere a 2023 e representa alta de 2,5% ante 2022, quando o índice era 15,8.



Especificamente em relação a acidentes envolvendo motocicletas, a taxa atingiu 6,3 mortes por 100 mil habitantes em 2023, o que equivale a alta de 12,5% ante 2022. Desde 2020, a taxa era mantida em 5,6.
O destaque negativo do índice de acidentes com motos fica flagrante também quando se observa um período de comparação mais longo: de 2013 a 2023.Mortes gerais no trânsito: recuo de 21,2 para 16,2 mortes por 100 mil habitantes – redução de 23,6%;
mortes com motocicletas: aumento de 6 para 6,3 mortes por 100 mil habitantes – alta de 5% (chegou a cair para 5,3 em 2019)
O anuário registrou 34,9 mil acidentes de trânsito envolvendo morte em 2023. No ano anterior foram 33,9 mil. Na série apresentada pelo Atlas da Violência, o ano com mais casos foi 2014, com quase 43,8 mil.
Já em relação ao número de acidentes com óbito que envolveram motocicletas, 2023 teve quase 13,5 mil, ante 12 mil no ano anterior. Em 2014 foram registrados 12,6 mil, pico do período de 2013 a 2023.
As informações de 2023 indicam que as motos estão envolvidas em 38,6% dos acidentes com mortes no trânsito. Essa proporção varia enormemente quando se analisam dados dos estados.
Em sete deles, os acidentes com motocicletas são mais da metade:
Piauí: 69,4%
Ceará: 59,5%
Alagoas: 58,4%
Sergipe: 57,8%
Amazonas: 57,3%
Pernambuco: 54,4%
Maranhão: 52,2%
Com informações da Agência Brasil.


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