Antes, por volta das 17 horaso cadáver de um homem foi encontrado em Potengi. Era do pedreiro Antonio Marco da Silva, de 32 anos, que residia no Sítio Cachoeira na zona rural daquele município. Entretanto, foi encontrado num imóvel abandonado na Vila Padre Cícero em Potengi apresentando sangramento pelo nariz. Supostamente, sofreu mal súbito e ali mesmo morreu.
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quinta-feira, 3 de abril de 2025
Vigilante morre no HRC após acidente doméstico em Milagres e corpo de pedreiro encontrado em Potengi
Cariri segue com previsão de chuvas até sábado, 5
A previsão do tempo para o Cariri entre hoje (03) e sábado (5) é de chuvas chuvas isoladas, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Nesse intervalo, espera-se céu nublado com chuvas passageiras na região, principalmente no período da tarde e noite.
Na sexta-feira (4), no período da manhã e tarde, espera-se chuvas no Cariri. À noite, o céu estará alternando entre parcialmente nublado e poucas nuvens, com mais precipitações. No sábado (5), a previsão é de céu nublado pela manhã e tarde, com chuvas à noite.
Devido ao posicionamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e à influência de fatores locais, como a brisa, o relevo e a interação entre temperatura e umidade, o território cearense permanecerá com condições favoráveis à ocorrência de chuvas em todas as macrorregiões, sendo mais expressivas nas áreas litorâneas. Nas demais regiões, as chuvas tendem a ser de curta duração e isoladas.
Mulher morre após carro cair numa barragem em Lavras da Mangabeira e seu irmão escapou
Uma idosa morreu e o seu irmão escapou após carro cair na passagem molhada da barragem do Riacho do Rosário no Sítio Cajazeiras na zona rural de Lavras da Mangabeira por volta das 19 horas desta quarta-feira (02). A aposentada Joana Maria da Conceição, de 74 anos, que era conhecida por “Joanita” teve o corpo retirado por populares e ainda socorrida ao hospital, mas chegou sem vida. Já o seu irmão e motorista do carro, Raimundo Nonato Pereira, de 58 anos, conseguiu sair a tempo do veículo e, também, foi socorrido estando fora de perigo.
Ele mora na Rua Mônica Paes de Andrade em Lavras e teria tentado passar na barragem logo após um ônibus e teve o Fiat Uno de cor cinza arrastado pela força das águas caindo no reservatório, onde permanece submerso. Durante muito tempo, Dona Joanita trabalhou no Hospital São Vicente Férrer de Lavras da Mangabeira. Ultimamente estava morando em São Paulo e veio ao Cariri rever familiares e amigos no Sítio Baixio. O corpo dela está sendo velado no Centro de Velório Anjo da Guarda no bairro Vila Bancária em Lavras e será sepultado às 16 horas esta quinta-feira.
Influenciadoras são presas por jogos ilegais em Juazeiro do Norte; total de prisões chega a cinco
Ellen Márcia e Lauane Alves são as outras duas influenciadoras presas nesta quarta-feira (2), em Juazeiro do Norte, durante a “Operação Quéfren”, deflagrada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE). A prisão das duas influenciadoras se soma às de Joycinha Gomes, Brenna Brito e Felipe Galviz, já divulgadas anteriormente.
Com a expedição de 13 mandados de prisão, 17 mandados de busca e apreensão, 23 mandados de busca veicular e 15 mandados de bloqueio de bens e valores, os investigadores realizaram diligências em diversos locais. Em Juazeiro do Norte, cinco influenciadores foram presos, enquanto nos outros estados, mais cinco indivíduos foram capturados.
A ofensiva teve como objetivo prender indivíduos que promoviam e estimulavam a prática de jogos ilegais no Brasil. Além das prisões, veículos de luxo foram apreendidos e contas bancárias foram bloqueadas e bens foram bloqueados. Segundo as autoridades, todos faziam parte de uma rede criminosa que negociava diretamente com chefes das plataformas de jogos ilegais.
As investigações apontam que os suspeitos atuavam na captação de vítimas por meio das redes sociais, promovendo e incentivando apostas em plataformas clandestinas. Além disso, há indícios de lavagem de dinheiro, com movimentação de valores milionários. Com os desdobramentos da operação, os detidos foram colocados à disposição da Justiça.
Raul Gil desabafa na Globo após demissão do SBT - 'Preconceito de idade'
O programa do apresentador foi descontinuado em dezembro do ano passado.
Raul Gil passou os últimos 14 anos do SBT
Raul Gil, de 87 anos, afirmou ter sofrido preconceito por conta da idade ao ser demitido do SBT. Ele foi um dos convidados do programa “Altas Horas", da Globo, exibido neste sábado (22).
"Eu tinha um programa na TV, parei. Existe um preconceito de idade! Quando a gente chega aos 80, existe um preconceito. Você fica até com dificuldade de ter um programa seu", disse o apresentador a Serginho Groisman.
Com mais de 60 anos de carreira, Raul então continuou. “Não tem nada disso! Eu estou mais vivo do que nunca”, garantiu, sendo aplaudido pela plateia. “Olha a juventude aí”, destacou agradecido o veterano.
Três meses longe da TV – Raul Gil comentou também sobre o tempo afastado das telinhas. "Três meses... A gente sente falta do público, do telespectador. É um carinho muito grande que a gente tem pelo público e eles pela gente. Quando você fica fora da televisão, eu, por exemplo, sinto falta".
O programa de Raul Gil foi encerrado e saiu do ar em dezembro de 2024, em meio às reformulações na programação do SBT. A atração existe desde os anos 1970 e já havia passado por diversas emissoras. Desde 2010, estava no ar no canal de Silvio Santos.
Maior apreensão do ano: PRF descobre mais de 600 kg de cocaína em uma carreta
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Turista de 16 anos morto no Ceará foi sequestrado e torturado; seis suspeitos foram detidos
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Donald Trump anuncia taxação de 10% em produtos brasileiros
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Foto Lula Marques/ Agência Brasil |
quarta-feira, 2 de abril de 2025
Senado aprova retaliação comercial às vésperas de tarifaço de Trump
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), o Projeto de Lei (PL) 2.088/2023 de reciprocidade comercial, que permite ao governo brasileiro retaliar medidas comerciais que prejudiquem os produtos do país no mercado internacional.
A aprovação ocorre um dia antes do anúncio de novo tarifaço pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que promete impor “tarifas recíprocas” com a taxação de produtos de todos os países que cobrem impostos para importação de bens e produtos norte-americanos.
O projeto de lei da reciprocidade comercial foi aprovado por unanimidade na CAE, em caráter terminativo. Ou seja, o projeto segue diretamente para análise da Câmara dos Deputados, sem necessidade de ser aprovado pelo plenário do Senado.
O Artigo 1º do projeto diz que a lei estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.
Se aprovada, a lei valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”. No Artigo 3º, o projeto autoriza o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.
A relatora do texto, senadora Tereza Cristina (PP-MS), explicou que a medida não é uma lei só para os Estados Unidos, mas para todos os mercados e países.
“Este é um projeto de proteção aos produtos brasileiros, e não de contramedidas ou contra outros países. Agora, se o Brasil tiver os seus produtos com retaliações desmedidas, o governo passa a ter a possibilidade de fazer essas contramedidas na mesma base que vem de outros países ou blocos econômicos”, explicou a parlamentar.
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB/AL), destacou que o projeto dá ao Executivo ferramentas para agir contra medidas comerciais que atinjam as exportações do país.
“O projeto é, sem dúvida nenhuma, uma resposta legítima ao tarifaço americano. Nós estamos apenas suprindo a legislação brasileira de mecanismos de reciprocidade. Nós não estamos adotando a reciprocidade, mas, se o governo quiser adotar a reciprocidade, não será por falta de legislação que deixará de fazer isso”, afirmou Renan.
Leis ambientais
O projeto de lei surgiu, inicialmente, em resposta à legislação da União Europeia (UE), que busca impor restrições à importação de produtos de países que não respeitem determinados critérios ambientais.
O texto aprovado na CAE e encaminhado à Câmara permite que o governo brasileiro adote a reciprocidade comercial nos casos de “medidas unilaterais com base em requisitos ambientais que sejam mais onerosos do que os parâmetros, normas e padrões de proteção ambiental adotados pelo Brasil”.
Segundo a relatora Tereza Cristina, as medidas da UE são protecionistas e estabelecem regras mais rígidas que a legislação brasileira, prejudicando os produtos agropecuários do país.
“O bloco europeu aproveita-se da paralisia do mecanismo de solução de controvérsias da OMC [Organização Mundial do Comércio] para compelir o cumprimento de seus padrões ambientais a determinados países. Não se trata de uma verdadeira ‘lei antidesmatamento’, mas de um regramento que impõe uma série de obrigações para comprovação da origem de um produto, o que torna muito oneroso exportar para a União Europeia, escreveu a senadora em seu relatório.
A paralisação da OMC promovida pelos Estados Unidos limita a capacidade da organização de arbitrar conflitos na área comercial, justo no momento em que se aprofunda a guerra de tarifas iniciada pelo governo do presidente Donald Trump.
Por Agência Brasil
Ameaças “insistem em sobreviver”, diz Lula sobre golpe de 64
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (31), que ameaças autoritárias, “infelizmente, ainda insistem em sobreviver”. Em publicação nas redes sociais, alusiva ao golpe civil-militar de 1964, Lula reforçou a importância da defesa da democracia, dos direitos humanos e da soberania do povo para escolher seus líderes por meio do voto.
“Não existe, fora da democracia, caminhos para que o Brasil seja um país mais justo e menos desigual. Não existe um verdadeiro desenvolvimento inclusivo sem que a voz do povo seja ouvida e respeitada. Não existe justiça sem a garantia de que as instituições sejam sólidas, harmônicas e independentes”, escreveu.
O golpe civil-militar de 1964, que completa 61 anos nesta terça (1º), marcou o início de uma ditadura comandada por generais no Brasil que durou 21 anos, período no qual eleições diretas foram suspensas e a liberdade de expressão e oposição política restringidas.
“Nosso povo, com muita luta, superou os períodos sombrios de sua história. Há 40 anos, vivemos em um regime democrático e de liberdades, que se tornou ainda mais forte e vivo com a Constituição Federal de 1988. Esta é uma trajetória que, tenho certeza, continuaremos seguindo. Sem nunca retroceder”, acrescentou o presidente.
No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou ser inconstitucional empregar dinheiro público para comemorar o golpe militar de 1964. Hoje, a Corte publicou, em seus perfis oficiais nas redes sociais, uma mensagem sobre o golpe, que deve ser lembrado “para que nunca se repita”, diz o texto.
No dia 18 de março, o Senado Federal também realizou sessão solene para lembrar os 40 anos da redemocratização do país, com uma homenagem ao ex-presidente José Sarney, o primeiro presidente do Brasil após o fim da ditadura, que prevaleceu entre 1964 e 1985. Na ocasião, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou que o evento no Plenário firma o compromisso da Casa com a democracia.
Anistia
Em publicação nas redes socias, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, lembrou que, no período da ditadura, direitos e garantias foram cerceadas e opositores ao regime militar foram presos, perseguidos e mortos. “Foram mais de duas décadas de resistência e sacrifício para a restauração da democracia”, escreveu, defendendo que não haja anistia para quem, hoje, atenta contra a democracia.
“É importante recordar esse período nos dias de hoje, em que estão sendo levados a julgamento os comandantes de uma nova tentativa de golpe, incluindo um ex-presidente da República tornado réu. A responsabilização penal dos golpistas, na vigência plena do estado de direito e das garantias constitucionais que tentaram abolir, é um dever histórico em defesa da democracia, hoje e para sempre”, destacou a ministra.
Na semana passada, o STF abriu a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados, denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por tentativa de golpe de Estado. O plano teria sido colocado em prática entre os anos de 2021 e 2023 e culminado com os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.
Mesmo antes da abertura da ação, aliados do ex-presidente Bolsonaro já articulavam no Congresso um projeto de lei que concede anistia aos golpistas condenados pelo 8 de janeiro, com a extinção das punições. Juristas ouvidos pela Agência Brasil consideram que anistiar crimes contra a democracia é preocupante.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, também se posicionou contra a anistia e afirmou que é preciso relembrar os eventos da ditadura “para não repetir”. “O Golpe Militar aconteceu há 61 anos, mas hoje ainda precisamos lutar firmemente em defesa da democracia, contra o extremismo e pela justiça. Ditadura nunca mais. Democracia sempre. Sem anistia”, escreveu em postagem nas redes.
No mês passado, o STF também decidiu, por unanimidade, que irá rever seu entendimento sobre a Lei da Anistia, sancionada em 1979 pelo general João Baptista Figueiredo, último ditador do regime militar. Os ministros deverão discutir se a anistia ampla e irrestrita, conforme determinada pela lei, se aplica a casos de crimes continuados como o de sequestro e ocultação de cadáver.
A reabertura da discussão sobre a Lei da Anistia foi feita nos recursos que tratam da Guerrilha do Araguaia, maior movimento armado de resistência rural ao regime militar, e sobre o desaparecimento do deputado Rubens Paiva, que foi sequestrado e morto por agentes da ditadura.
Por Agência Brasil
Senado aprova retaliação comercial às vésperas de tarifaço de Trump
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), o Projeto de Lei (PL) 2.088/2023 de reciprocidade comercial, que permite ao governo brasileiro retaliar medidas comerciais que prejudiquem os produtos do país no mercado internacional.
A aprovação ocorre um dia antes do anúncio de novo tarifaço pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que promete impor “tarifas recíprocas” com a taxação de produtos de todos os países que cobrem impostos para importação de bens e produtos norte-americanos.
O projeto de lei da reciprocidade comercial foi aprovado por unanimidade na CAE, em caráter terminativo. Ou seja, o projeto segue diretamente para análise da Câmara dos Deputados, sem necessidade de ser aprovado pelo plenário do Senado.
O Artigo 1º do projeto diz que a lei estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.
Se aprovada, a lei valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”. No Artigo 3º, o projeto autoriza o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.
A relatora do texto, senadora Tereza Cristina (PP-MS), explicou que a medida não é uma lei só para os Estados Unidos, mas para todos os mercados e países.
“Este é um projeto de proteção aos produtos brasileiros, e não de contramedidas ou contra outros países. Agora, se o Brasil tiver os seus produtos com retaliações desmedidas, o governo passa a ter a possibilidade de fazer essas contramedidas na mesma base que vem de outros países ou blocos econômicos”, explicou a parlamentar.
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB/AL), destacou que o projeto dá ao Executivo ferramentas para agir contra medidas comerciais que atinjam as exportações do país.
“O projeto é, sem dúvida nenhuma, uma resposta legítima ao tarifaço americano. Nós estamos apenas suprindo a legislação brasileira de mecanismos de reciprocidade. Nós não estamos adotando a reciprocidade, mas, se o governo quiser adotar a reciprocidade, não será por falta de legislação que deixará de fazer isso”, afirmou Renan.
Leis ambientais
O projeto de lei surgiu, inicialmente, em resposta à legislação da União Europeia (UE), que busca impor restrições à importação de produtos de países que não respeitem determinados critérios ambientais.
O texto aprovado na CAE e encaminhado à Câmara permite que o governo brasileiro adote a reciprocidade comercial nos casos de “medidas unilaterais com base em requisitos ambientais que sejam mais onerosos do que os parâmetros, normas e padrões de proteção ambiental adotados pelo Brasil”.
Segundo a relatora Tereza Cristina, as medidas da UE são protecionistas e estabelecem regras mais rígidas que a legislação brasileira, prejudicando os produtos agropecuários do país.
“O bloco europeu aproveita-se da paralisia do mecanismo de solução de controvérsias da OMC [Organização Mundial do Comércio] para compelir o cumprimento de seus padrões ambientais a determinados países. Não se trata de uma verdadeira ‘lei antidesmatamento’, mas de um regramento que impõe uma série de obrigações para comprovação da origem de um produto, o que torna muito oneroso exportar para a União Europeia, escreveu a senadora em seu relatório.
A paralisação da OMC promovida pelos Estados Unidos limita a capacidade da organização de arbitrar conflitos na área comercial, justo no momento em que se aprofunda a guerra de tarifas iniciada pelo governo do presidente Donald Trump.
Por Agência Brasil
Ceará tem 256 mil mulheres a mais do que homens; confira pesquisa completa

O Ceará tem cerca de 256 mil mulheres a mais do que homens. A população do Estado é composta por 4,7 milhões de mulheres (51,4%) e 4,5 milhões de homens (48,6%). O analfabetismo é menor entre as mulheres do que entre os homens no Ceará e escolarização das mulheres é maior que a dos homens; em 2023, o nível de instrução das mulheres, com 25 anos ou mais de idade, superou a dos homens cearenses. Essas são apenas algumas das muitas conclusões reveladas no Ipece/Informe (Nº 267 – Março/2025) – O perfil da mulher no Ceará – 2023.
Proporção de homens e mulheres residentes no Ceará em 2023
O trabalho, elaborado pela Diretoria de Estudos Sociais (Disoc) do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Ceará, também mostra outras importantes constatações: o rendimento médio da mulher ocupada foi melhor que o dos homens; o número de mulheres no papel de “pessoa de referência” superou o de homens no Ceará; quem mais utilizou a internet foi as mulheres e que o percentual de domicílios com maior prevalência de segurança alimentar são os domicílios chefiados por homens (70,5%).
Percentual da renda per capita total acumulada por estratos da População e sexo da pessoa de referência: Ceará – 2023
Elaborado por Raquel Sales e Jimmy Oliveira, respectivamente assessora Técnica e analista de Políticas Públicas da Diec, que tem como diretor o professor José Meneleu Neto, também traz outras informações: entre os 20% mais pobres, 61,4% são de domicílios liderados por mulheres , ou seja, 22,8 pontos percentuais a mais que os homens, e a proporção de domicilios em situação de pobreza em domicílios chefiados por mulher (10,5%) foi maior do que por homens (7,9%).
Raquel Sales explica que as transferências de renda podem impactar as mulheres. O rendimento domiciliar per capita para as mulheres pobres no cenário que não receberam uma transferência de renda no Ceará seria de R$ 966,15 enquanto dos homens de R$ 1.394,46, ou seja, diferença bem maior que no cenário com transferência (R$ 428,31 contra R$ 389,59).
A Assessora Técnica ressalta que, apesar das mulheres terem mais escolaridade e estarem a frente dos lares, elas recebem menor remuneração. “Políticas voltadas às mulheres mais vulneráveis são de extrema importância pois as mulheres que chefiam domicílios são mais afetadas pela pobreza, insegurança alimentar e na simulação sem programa social a desigualdade era maior”, frisa.
Para concluir, ela informa que a desigualdade entre homens e mulheres, tanto em questões sociais como econômicas são constatadas em estatísticas diversas. E que o o trabalho (Ipece/Informe) utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) para extrair estatísticas por gênero, e portanto, construir o perfil da mulher no Ceará em 2023. Além dessa introdução esse informe conta com seções sobre participação das mulheres na população, indicadores de educação, acesso a internet, renda e pobreza.