Mais de 49 mil migrantes entraram em Ceuta, território espanhol localizado no norte da África, nas últimas 24 horas, segundo o Ministério do Interior da Espanha. A maioria dos recém-chegados é formada por jovens marroquinos, mas também há famílias e crianças. Parte do grupo atravessou a fronteira pelo mar, nadando pela costa, em uma nova onda migratória que levou a Espanha a reforçar a segurança na região.
Pelo menos 24 pessoas morreram durante a travessia, de acordo com a agência espanhola EFE. Os corpos foram recuperados nas águas pelas forças de segurança. Ceuta fica na costa do Mediterrâneo, em frente ao Estreito de Gibraltar, e faz parte da Espanha e da União Europeia. O território é reivindicado pelo Marrocos, e sua localização faz da cidade uma das principais portas de entrada para migrantes que buscam chegar ao bloco europeu.
Diante do aumento do fluxo, o governo espanhol enviou unidades do Exército para apoiar a Guarda Civil e a polícia, que relataram estar sobrecarregadas. O primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou uma visita a Ceuta nesta sexta-feira (31), acompanhado do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska. A Espanha também informou que pretende ampliar a cooperação com o Marrocos para controlar a fronteira e acelerar os processos de retorno quando houver base legal.
A União Europeia declarou apoio à Espanha e afirmou estar disposta a ampliar a cooperação no controle das fronteiras externas do bloco, incluindo a possibilidade de reforço da atuação da Frontex. O episódio lembra a crise migratória de maio de 2021, quando cerca de 5 mil pessoas chegaram a Ceuta em apenas um dia. Na ocasião, o fluxo ocorreu em meio a uma crise diplomática entre Espanha e Marrocos, relacionada ao tratamento médico recebido na Espanha pelo líder da Frente Polisário, movimento que defende a independência do Saara Ocidental.









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