
O mês de dezembro terminou com quatro mulheres assassinadas no Cariri após duas em novembro, sendo duas a mais ou acréscimo de 50% nesse tipo de crime contra pessoas do sexo feminino. Já na comparação com dezembro de 2024 foram duas a mais já que, naquele período, foram duas mortas ou acréscimo de 50%. Neste caso, foram duas em janeiro, uma em fevereiro e março, duas em maio, 5 em junho, uma em agosto, 4 em setembro, 3 em outubro, duas em novembro e 4 no mês passado.
Durante o ano passado na nossa região, foram 25 mulheres assassinadas contra 26 no decorrer de 2024 ou decréscimo de 3,84% por conta de uma a menos. Só em Juazeiro do Norte foram nove ou 36% do total ano passado. As demais foram no Crato (05), Missão Velha (02) e as demais em Assaré, Lavras da Mangabeira, Jardim, Nova Olinda, Barbalha, Várzea Alegre, Salitre, Campos Sales e Brejo Santo.
No dia 12 de dezembro a psicóloga Karine Gonçalves Luciano Barros, de 39 anos, que residia na Rua Hosana Gonçalves da Silva (Bairro Boa Vista) em Missão Velha, foi morta a tiros por dois homens numa moto na Rua José Ferreira de Sousa naquele bairro ao sair de casa para o trabalho em Abaiara na sua moto. Momentos depois, a polícia prendeu o ex-marido dela Diego Almeida Castro sob suspeita da autoria intelectual do crime de feminicídio. Ele vinha ameaçando-a na tentativa de reatar o relacionamento.
Dois dias depois Alexandrina Maria da Conceição, de 53 anos, que residia na Rua Yone Rodrigues (João Cabral) em Juazeiro, foi asfixiada, morta a facadas e teve parte dos seios arrancados dentro de casa sendo encontrada pelo filho. Populares informaram à polícia terem ouvido barulho estranho como se fosse uma briga. De acordo com o filho, o principal suspeito é o vizinho o jardineiro Geraldo Lopes da Silva, de 28 anos, que responde por receptação e teve um desentendimento com o filho e o marido da vítima, por conta da venda de um cordão.
Já no dia 20 Cícera Cruz de Oliveira, de 49 anos, que residia na Avenida Perimetral Dom Francisco perto da Praça da Cruz do Século (Bairro Pinto Madeira) em Crato, foi encontrada morta em casa apresentando politraumatismo decorrente de supostas agressões. Segundo familiares, três dias antes, ela chegou com hematomas e sinais de violência, permanecendo acamada nesse período. Cícera já tinha sido vítima de crimes de violência doméstica em diferentes relacionamentos.
No dia 31 Francisca Augenia da Silva, de 32 anos, que residia na Vila Xique-xique em Brejo Santo, foi morta a tiros dentro de casa juntamente com o seu companheiro Cícero Mikael Barbosa dos Santos, de 24, o “Macaxeira”. O crime foi praticado por homens encapuzados que arrombaram o imóvel e ela respondia por lesão corporal e desacato e o esposo por tráfico de drogas e já tinha sido vítima de atentado à bala.
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