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| Foto Kid Junior. |
Fortaleza conta atualmente com 3.204 unidades habitacionais em construção enquadradas na faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) — modalidade direcionada à classe média que financia imóveis de até R$ 600 mil.
Deste total, 1.671 apartamentos estão disponíveis para comercialização no mercado da Capital, somando projetos na planta, em obras e unidades prontas em estoque.
A maior parte do estoque disponível da faixa 4 está concentrada nos bairros Parquelândia, Cambeba e Praia do Futuro. Os dados são do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE).
O avanço desse perfil de empreendimento reflete uma resposta direta do setor imobiliário a um dos principais gargalos urbanos de Fortaleza, que é a escassez e o custo de terrenos disponíveis para novos projetos.
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Com menos espaços para construção, imóveis estão menores
Para viabilizar lançamentos dentro do teto do programa federal nas áreas mais procuradas pelo público de classe média, as construtoras recorreram à redução da metragem dos apartamentos.
A estratégia de lançar unidades compactas — nos formatos studio ou de um a dois dormitórios com menos de 50 m² — permite ofertar imóveis em regiões com infraestrutura consolidada sem ultrapassar o limite do financiamento da faixa 4.
Sérgio Macedo, diretor de Estatística do Sinduscon-CE, aponta que a falta de grandes áreas dentro do perímetro urbano se tornou o maior desafio das construtoras.
"Se você perguntar hoje, o maior desafio em Fortaleza é terreno. Fortaleza é uma cidade onde você não tem mais grandes áreas livres. Para conseguir um terreno no Meireles ou na Aldeota, por exemplo, é preciso comprar várias casas antigas para unificar o lote, o que demora muito mais tempo e custa mais caro", explica.
Com informações do Diário do Nordeste.

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