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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Acusado de matar namorada a facadas em Juazeiro e atear fogo se apresentou ontem na DDM e ficou preso


Um jovem acusado de crime de feminicídio em Juazeiro já está preso e à disposição da justiça
Demontier Tenório   site miséria

João Victor matou sua namorada Bárbara Filgueira a golpes de faca.

Um jovem acusado de crime de feminicídio em Juazeiro já está preso e à disposição da justiça. Por volta das 17 horas desta quinta-feira o técnico em manutenção de celular João Victor Tavares Marques da Silva, de 27 anos, residente na Rua São Miguel (São Miguel), se apresentou e ficou preso. Ele é acusado de matar com onze facadas sua namorada Bárbara Filgueira de Oliveira, que estaria completando 29 anos nesta sexta-feira.

O crime aconteceu domingo (09) após discussão na residência da vítima que era comerciária e morava na Rua Fotógrafo Pacífico Alves de Freitas (Bairro Leandro Bezerra), onde ainda ateou fogo no corpo da mesma chegando até a queimar alguns móveis. O corpo foi encontrado coberto com lençol na noite de segunda-feira no quarto da casa após o imóvel ser aberto por um chaveiro a pedido de familiares. Eles estranharam a ausência de contatos com Bárbara e sua casa fechada.

Inclusive ligavam para João Victor o qual respondia que a mesma tinha ido trabalhar e o celular dela tinha quebrado. Depois não atendeu mais ligações quando decidiram adentrar à residência da vítima. Ontem, o acusado se apresentou à delegada titular da DDM (Delegada de Defesa da Mulher), Suerda Bezerra Ulisses, que cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pela juíza Carliete Roque Gonçalves Palácio, estando ele recolhido à cadeia pública.

Após o crime, oficiais investigadores da DDM tinham promovido uma série de diligências e investigações ininterruptas para identificar e localizar o autor, bem como evitar uma possível fuga. Na sua representação pela prisão preventiva, o promotor de justiça Alcides Luiz Fonseca Lima de Sena diz que houve confissão do acusado para algumas pessoas.

“Repousa nos autos vasto manancial de elementos que denotam extrema periculosidade do representado, que praticava atos de violência contra a companheira, privando-a do direito à locomoção, à integridade e à tranquilidade, impondo-lhe verdadeiro controle emocional”, acrescenta. João Vitor não respondia procedimentos criminais e Bárbara já tinha sido presa por tráfico de drogas ao receber 1.528 comprimidos psicotrópicos em sua casa.

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