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| Foto Isabel Soares/ SVM |
A jovem Ana Clara Oliveira, que teve as mãos decepadas pelo ex-cunhado, realiza sessões de fisioterapia diárias para recuperar os movimentos. O tratamento custa mais de R$ 10 mil por mês. Por isso, para manter o atendimento indicado pelos cirurgiões que reimplantaram os membros, ela abriu uma vaquinha que busca cobrir os gastos.
Após a cirurgia, os médicos recomendaram fisioterapeutas especializados em reabilitação de pacientes amputados. "Na minha cidade (Quixeramobim) tem quem faça fisioterapia, mas não especialistas no meu caso, porque é muito delicado. Um membro reimplantado tem que aprender tudo de novo. A gente seguiu a recomendação do cirurgião do IJF", detalhou.
Em entrevista ao Diário do Nordeste, Ana Clara disse que tem realizado sessões diárias, gastando mensalmente R$ 7,5 mil para as fisioterapias das mãos e R$ 3 mil para a perna. Durante o ataque, um de seus tendões foi rompido, afetando sua locomoção.
"É uma sensação muito ruim pra uma jovem que tinha uma vida totalmente ativa e que, de um dia para a noite, vê tudo mudar. Mas a gente tem esperança, sim, a gente nunca perdeu a fé. O tratamento é o processo. Para Deus, nada é impossível. Os cirurgiões disseram que vou conseguir trabalhar e fazer minhas atividades normais. Claro que pode ter uma sequela, mas nada que vá atrapalhar o futuro que tenho pela frente".
A tentativa de feminicídio foi registrada na madrugada do dia 1º de maio, em Quixeramobim, município no sertão central cearense. Na data, Ana Clara foi atacada pelo seu ex-namorado, Ronivaldo Rocha dos Santos, 40, e pelo irmão dele, Evangelista Rocha dos Santos, 34.
As mãos dela foram reimplantadas no Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, em cirurgia que durou cerca de 12 horas.
Familiares em Fortaleza
Após o ataque, a mãe e o padrasto de Ana Clara saíram de Quixeramobim e vieram para Fortaleza a fim de dar suporte à jovem. Os três estão residindo na capital cearense, na casa de amigos próximos, enquanto ela realiza as fisioterapias e os outros procedimentos necessários para garantir a recuperação.
"A minha família abandonou o trabalho em Quixeramobim para me dar um suporte, e a gente não tem condições de estar arcando com o tratamento. A gente pede ajuda das pessoas. Se não puder doar financeiramente, que ajude a compartilhar", pediu ela.
Com informações do Diário do Nordeste.

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