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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Em 40 anos, somente uma mulher cearense foi eleita para o Senado Federal

Foto Lula Marques/Agência Brasil

O Senado Federal, nos quatro últimos anos, contou com a presença de duas mulheres do Ceará exercendo atividades parlamentares, na qual ambas se revezaram na mesma função de suplência. Elas são as primeiras figuras femininas a ocuparem a bancada cearense desde 2011.

Após a desincompatibilização de cargos para o ano eleitoral, Camilo Santana (PT) deixou o Ministério da Educação (MEC) e retomou suas funções como senador. O Ceará, com isso, perdeu a presença feminina na Casa em 2026, representada ora pela primeira suplente, Augusta Brito (PT), ora pela segunda suplente, Janaína Farias (PT).

Juntas, as parlamentares entram na tímida lista das figuras políticas femininas do Estado que atuaram na Câmara Alta. Ao todo, apenas quatro mulheres registraram tal feito, sendo que três delas estiveram na função de suplência, enquanto somente uma conquistou um mandato efetivo de oito anos.

O cenário também não possui altos registros quanto aos postulantes:

20,78% das candidaturas ao Senado Federal foram femininas desde a redemocratização, há 40 anos. Esse valor se refere a 16 mulheres cearenses disputando uma vaga na Casa, contra 77 homens.

Entre as participações femininas nos órgãos do Poder Legislativo a nível estadual e federal, este é o âmbito que conta com a menor representação ao longo da história para o estado.

A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) registrou 41 mulheres na Casa ao longo dos anos, enquanto a Câmara dos Deputados chegou ao total de 11 parlamentares no final desta legislatura.

Com informações do Diário do Nordeste.

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