
Com seis homicídios em diferentes bairros, o mês de maio foi o menos violento do ano com dois a menos que abril ou 25% de decréscimo já que foram oito homicídios no quarto mês do ano. Na comparação com maio de 2025 foram três a menos 33% de decréscimo, pois, naquele período, ocorreram nove assassinatos. Desta forma, são 10 homicídios em janeiro, 12 em fevereiro, 9 em março, oito em abril e seis no mês passado.
Segundo levantamento feito pelo Portal M1, em maio os homicídios foram nos bairros Campo Alegre, João Cabral, Santa Tereza, Pirajá, Lagoa Seca e São Miguel. No acumulado do ano, os bairros Frei Damião e João Cabral lideram como os mais violentos com seis dos 45 homicídios nos primeiros cinco meses do ano ou, individualmente, 13% em relação à matança no Juazeiro.
Nos primeiros cinco meses de 2025 eram 29 homicídios contra 45 este ano em Juazeiro ou 16 assassinatos a mais com acréscimo de 35% na comparação entre tais períodos. Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em Juazeiro:
Dia 03 – Denis Carlos de Sousa Martins, de 33 anos, o “Denis Escobar”, que residia na Rua Paizinho Sabiá (Campo Alegre), morreu no HRC meia hora após confronto com militares do BEPI em sua casa quando atirou nos PMs foram que revidaram. Foram apreendidos crack, comprimidos psicotrópicos e um revólver calibre 38 com munições deflagradas. Ele integrava organização criminosa, respondia por tráfico de drogas, aparecia em processos como testemunha de homicídios e já tinha sido vítima de atentado à bala.
Dia 09 – Aliny Soares, de 44 anos, que residia na Rua São Benedito (Casas Populares) no Limoeiro e era comerciante, foi morta a tiros num bar na esquina das ruas Yone Rodrigues e Jaime Dorcy perto da Feirinha da Troca no João Cabral. Ela respondia por tráfico de drogas, furto, posse de arma e homicídio. No dia 11 de agosto de 2009 mandou matar Francisco de Assis Melo Leite, de 34 anos, o “Diassis”, no bairro Salesianos por ter deixado de comprar drogas a ela.
Dia 17 – Terezinha Lira Neves, de 69 anos, conhecida por “Babá”, que residia na Rua Todos os Santos (Santa Tereza), morreu no HRC cerca de 20 horas após ser esfaqueada quando trafegava a pé pela Rua São Paulo naquele bairro e ía buscar a filha na loja onde trabalhava. O autor do crime foi Pedro Henrique Sabino Medeiros, de 21 anos, preso na segunda-feira (18) no vapt-vupt dizendo ter sido “coisa de cachaça”.
Dia 22 – João Otávio de França, de 16 anos, residia na Rua 7 de Setembro (Pio XII), morreu no Hospital Regional do Cariri (HRC). Momentos antes, militares do BEPI averiguavam denúncias sobre a venda de drogas num imóvel na Avenida Guanabara (Pirajá) e foram recebidos à bala quando revidaram atingido o adolescente.
Dia 23 – Airton Ferreira Rocha Neto, de 33 anos, que residia na Rua Miguel Batista Ferreira (Bairro Eucaliptos) em Milagres, morreu após briga quando foi atropelado na saída do Budega na Avenida Plácido Castelo (Lagoa Seca). Romário Raoni Pereira Agostinho, de 31 anos, que usa tornozeleira pegou o carro e atropelou Airton e Lucas Gabriel Gonzaga de Sousa, de 23 anos, também de Milagres, que foi socorrido. Raoni mora no bairro Pirajá e foi preso o qual responde por lesões corporais, violência doméstica, desacato e crime contra a incolumidade pública.
Dia 29 – Daniel Soares Rodrigues, de 34 anos, que residia em Juazeiro, era artesão e trabalhava no Centro de Cultura Mestre Noza, foi morto a tiros ao parar o carro no semáforo no cruzamento das ruas São Benedito e São Francisco (São Miguel). Ele tinha saído do Hospital São Lucas aonde apanhou a esposa que ganhou bebê. O mesmo respondia por homicídio já que, no dia 7 de julho de 2025, matou o mecânico Renato Silva Domingos, de 38 anos, o “Renato Baixinho”, a golpes de espátula na Vila Três Marias. No dia 01/06/26 a polícia prendeu o acusado Israel Silva Cândido, de 25 anos.
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