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| Foto Shutterstockq |
Até o início do mês de junho, o Ceará registra um aumento de mais de 30% nos casos de dengue em relação ao mesmo período de 2025. Além disso, as cinco mortes decorrentes da doença até o momento já superam as três contabilizadas em todo o ano passado.
Os dados são do IntegraSUS, plataforma de transparência da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), e foram consultados pelo Diário do Nordeste. Informes epidemiológicos recentes da Pasta também apontam a tendência de crescimento dos casos.
Até o momento, o Estado teve 2.696 casos oficialmente confirmados – a grande maioria (2.265) por critérios laboratoriais e 431 por critérios clínico-epidemiológicos –, enquanto outros 5.951 são classificados como casos prováveis.
Apesar de a maior parte das notificações ter sido descartada (11.204 casos), a gravidade da doença se manifesta nos registros de complicações e óbitos. O painel contabiliza 11 casos graves de dengue no estado, além de 5 óbitos já confirmados em decorrência da infecção.
Outras 4 mortes suspeitas seguem em investigação pelas equipes de vigilância em saúde, reforçando a importância do combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti e da busca rápida por atendimento médico diante dos primeiros sintomas.
As mortes ocorreram nas cidades de Fortaleza, Eusébio, Tianguá, Juazeiro do Norte e Jardim. O perfil das vítimas não foi divulgado.
Segundo o informe epidemiológico de arboviroses publicado pela Sesa no dia 1º de junho, o período registra alta de 32,4% em relação à mesma semana epidemiológica de 2025, quando foram confirmados 1.736 casos de dengue.
Até o dia 1º, foram registrados 10 casos suspeitos de Dengue Grave (DG). Desses, sete casos foram confirmados, quatro evoluíram para óbito por dengue e três apresentaram evolução para cura. O quinto óbito foi confirmado após o boletim ser divulgado.
A Sesa salienta que o Estado apresenta baixa proporção de confirmação entre os casos notificados, com taxa de confirmação de 14,7% (2.299/15.620) e, portanto, está “compatível com um cenário de baixa transmissão da doença”.
O aumento coincide com o período mais chuvoso no Ceará, que vai de fevereiro a maio e é capaz de aumentar a infestação do mosquito Aedes aegypti pelo acúmulo de água em quintais e espaços abertos. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), em 2026, a quadra chuvosa ficou dentro da média.
Com informações do Diário do Nordeste.

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