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| Foto Kid Jr |
Pelo menos 27 contêineres de mercadorias cearenses que seriam embarcados aos Estados Unidos tiveram o envio suspenso nesta quarta-feira (6), primeiro dia do tarifaço de 50% para a entrada de produtos brasileiros no país.
Ao todo, 20 contêineres que seriam embarcados são de castanha de caju. Os outros sete levariam pescados aos EUA. A informação foi confirmada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, durante coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (6), na sede da entidade.
O porta-voz da Fiec comentou os efeitos esperados do tarifaço nas indústrias cearenses. Como comprar produtos brasileiros ficará mais caro para os estadunidenses, há expectativa de queda na demanda e, consequentemente, diminuição das produções cearenses.
“Nós tivemos o setor de castanhas, que não embarcou 20 contêineres. E mais sete de pescados. Por quê? Porque a taxação já seria de 50%. Inviabiliza qualquer empresa. É uma taxação muito abusiva, chega a ser desestimuladora para qualquer país”, afirmou.
Ricardo Cavalcante ressaltou que, para os produtos alimentícios, há risco para toda a cadeia de produção. Os pescados, por exemplo, envolvem seis mil embarcações em todo o Estado, com cerca de 20 mil pescadores.
Para o setor da castanha de caju, os impactos podem ser ainda mais graves, já que estamos no início da safra. Ou seja, grande parte da produção não chegou a ser enviada. É a mesma situação da cera de carnaúba.
“A nossa preocupação não é só com essa taxação na empresa, é com o tamanho da cadeia que existe por trás. No momento em que a cadeia se quebra, começar novamente é uma coisa muito séria. É um volume de empregos muito grande”, afirma.
Com informações do Diário do Nordeste.
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