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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Com a saída da Azul, quatro aeroportos cearenses ficam sem voos regulares

Foto Glauber Melo Costa
Com o encerramento de operações da Azul Linhas Aéreas em 14 cidades brasileiras, os aeroportos regionais cearenses de Crateús, Sobral, São Benedito e Iguatu ficam oficialmente sem voos comerciais regulares.Sobral, São Benedito e Iguatu / Crédito: 

Os voos já estavam sem ser ofertados desde março deste ano, pouco antes da Azul entrar no Chapter 11 nos Estados Unidos. O processo é equivalente a uma recuperação judicial aqui no Brasil e tem previsão para ser concluído até o final deste ano.

De acordo com o secretário de Turismo do Ceará, Bismarck Maia, os voos eram operados pela Azul Conecta, subsidiária sub-regional da Azul Linhas Aéreas. E apenas ela possui aeronaves capazes de atender essas rotas regionais e, por isso, o governo cearense espera o retorno da empresa.

“Tão logo a companhia tenha condições de voltar a operar esses destinos, iremos prestar todo o suporte para garantir a conectividade”, disse o secretário.

Os aeroportos de Crateús, Sobral, São Benedito e Iguatu enfrentam uma situação desafiadora após o anúncio da Azul de encerrar suas operações nessas cidades.

Mesmo assim, Bismarck Maia assegurou que isso não os inviabiliza. O secretário explicou que os equipamentos recebem outros voos, como os particulares, e fazem parte da infraestrutura do estado.

“Estão em pleno funcionamento”, disse o secretário, acrescentando que o governo estadual está trabalhando os potenciais desses e de outros aeroportos do Ceará.

Segundo a Azul, a decisão de encerrar essas operações faz parte de um processo de reestruturação judicial, que resulta na otimização das rotas atuais e na redução de 35% da frota futura, visando ajustar custos e foco operacional.

Por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa, a Azul informou que promoveu ajustes em sua malha, anunciadas no começo do ano e já realizados, com o encerramento das operações em 14 bases desde março.

Além das quatro cidades cearenses, foram encerradas atividades em: Campos (RJ); Correia Pinto e Jaguaruna (SC); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); Barreirinha (MA); Três Lagoas (MS); e Ponta Grossa (PR).

A empresa aérea disse que está otimizando, desde julho, rotas operadas atualmente, de forma gradativa, em um processo de adequação da malha, inclusive para novos voos que serão implantados na alta temporada.

“Os ajustes levam em consideração, ainda, uma série de fatores que vão desde o aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, até questões de disponibilidade de frota, bem como o seu atual processo de reestruturação”, anunciou a Azul.

A empresa garantiu que todos os clientes impactados pelas mudanças receberam a assistência necessária, conforme prevê a resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

De acordo com o professor de Economia do Transporte Aéreo do ITA, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, Alessandro Oliveira, o anúncio da Azul reflete a vulnerabilidade dos ajustes de malha das companhias aéreas no Brasil. No curto prazo, aponta, o impacto é de perda de conectividade.

“A gente depende muito da Azul para operar no interior, então, o anúncio de recuperação judicial e de fragilidade financeira da companhia foi uma má notícia pro interior no Brasil”, comentou o professor. Ele, no entanto, assim como o secretário Bismarck Maia, avalia que o fim das operações da Azul não inviabiliza esses aeroportos regionais.

“Até porque em alguns deles, outras companhias aéreas menores de táxi aéreo podem eventualmente querer operar”, avaliou Alessandro Oliveira.

Com informações do O Povo.

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