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| Foto Helene Santos/ SVM |
Febre, dor de cabeça e vômito é a tríade de sintomas que, em parte dos casos, embora não sejam condições específicas, demarcam a possível ocorrência de meningite. Mas, nem sempre o paciente os apresenta conjuntamente. Por isso, é preciso atenção.
No Ceará, a doença, que é potencialmente grave, até o dia 2 de agosto, ou até a chamada Semana Epidemiológica 31, provocou 17 óbitos e teve 211 casos confirmados, conforme monitoramento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).
A meningite é caracterizada pela inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por diferentes agentes como vírus e bactérias e é prevenível por vacina. Além disso, exige cuidado para que seja identificada e tratada em tempo hábil.
Segundo a médica infectologista e diretora técnica do Hospital São José, Ruth Araújo, é preciso atentar-se para o fato de que nem sempre os sintomas mencionados acima ocorrem de forma conjunta e, “em algumas situações, as pessoas deixam passar batido achando que é só um quadro viral ou alguma coisa mais simples”.
A médica destaca que pacientes com meningite também podem ter rebaixamento do nível de consciência, desorientação e rigidez de nuca. Esses sintomas de alarme, aponta, chamam mais atenção e é necessário que o paciente procure atendimento médico.
No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, ou seja, ocorre de forma contínua durante todo o ano, podendo haver surtos e epidemias ocasionais. No Ceará, em 2024, no período semelhante ao de 2025 (início de agosto), foram registradas 20 mortes por meningite e 166 casos da doença foram confirmados.
Com informações do Diário do Nordeste.

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