No décimo primeiro mês do ano 20 pessoas foram assassinadas em sete municípios da região do Cariri representando 7,4% do total de 270 homicídios no mês de outubro em todo o Ceará. Em nível de Cariri foi 0,66 pessoa morta por dia, enquanto a média cearense se situou na faixa de 9 a cada dia. No Ceará, a quantidade de assassinatos subiu de 268 em outubro para 270 no mês passado.
Em nossa região foi um a menos ao cair de 21 para 20 ou decréscimo de 4,8% na comparação entre os últimos dois meses no Cariri. Em novembro de 2023 tivemos 15 assassinatos contra 20 do mês passado ou cinco a mais (acréscimo de 33%) quanto ao 11º mês deste ano que foi o quarto mais tranquilo de 2024 superado apenas por janeiro e julho (16 cada) e fevereiro (17). Na relação entre 2023 (189) e este ano (248) a diferença é de 59 homicídios ou 31% a mais. Em todo o Ceará foram 2.983 assassinatos este ano com participação de 8,3% do Cariri.
Dos 29 municípios caririenses em sete ocorreram homicídios em novembro, sendo que, dos 20 assassinatos do mês passado, Juazeiro respondeu por 10 ou participação de 50% na matança regional. Os outros foram em Crato (03) Barbalha e Nova Olinda (com 02 cada) e os demais em Assaré, Caririaçu e Mauriti. Ou seja, de um total de 248 homicídios nos primeiros 11 meses no Cariri, Juazeiro participou com 37% em virtude dos 92 homicídios no mesmo período.
Eis abaixo o comportamento mês a mês:
JANEIRO – 284 homicídios no Ceará (16 no Cariri ou 5,63%)
FEVEREIRO – 257 homicídios no Ceará (17 no Cariri ou 6,61%)
MARÇO – 278 homicídios no Ceará (34 no Cariri ou 12,2%)
ABRIL – 320 homicídios no Ceará (26 no Cariri ou 8,1%)
MAIO – 316 homicídios no Ceará (29 no Cariri ou 9%)
JUNHO – 259 homicídios no Ceará (26 no Cariri ou 10%)
JULHO – 246 homicídios no Ceará (16 no Cariri ou 6,5%)
AGOSTO – 254 homicídios no Ceará (22 no Cariri ou 8,6%)
SETEMBRO – 231 homicídios no Ceará (21 no Cariri ou 9%)
OUTUBRO – 268 homicídios no Ceará (21 no Cariri ou 7,83%)
NOVEMBRO – 270 homicídios no Ceará (20 no Cariri ou 7,4%)
Acordo UE/Mercosul deve aumentar comércio do Brasil em R$ 94 bilhões
O governo federal estima que o acordo de livre comércio anunciado nesta sexta-feira (6) entre o Mercosul e a União Europeia (UE) deve aumentar o fluxo de comércio entre o Brasil e o bloco europeu em R$ 94,2 bilhões, o que representa um impacto de 5,1% no comércio atual. O governo ainda estima um impacto de R$ 37 bilhões sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), ou seja, cerca de 0,34% da economia brasileira.
Como a redução das tarifas de importação é gradual, o impacto estimado pela equipe econômica é para o ano de 2044. Com a redução das tarifas, o governo estima que haverá um aumento de R$ 42,1 bilhões das importações da UE e um crescimento de R$ 52,1 bilhões das exportações brasileiras para o bloco.
A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2023, a corrente comercial entre Brasil e o bloco europeu representou 16% do comércio exterior brasileiro.
O professor Giorgio Romano Schutte, membro do Observatório da Política Externa e da Inserção Internacional do Brasil (Opeb), avaliou que o acordo está melhor que o negociado em 2019, entre outros motivos, pelo fato de o Brasil ter colocado salvaguardas para o setor automotivo, para impedir que as importações de carros europeus prejudiquem a indústria no Brasil.
“Mas isso vai depender do governo de plantão, se ele vai usar ou não o poder de salvaguarda”, disse.
Professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC paulista (UFABC), ele ponderou que os impactos econômicos do acordo demoram a ser sentidos e são limitados. Ele lembrou que apenas a China tem uma corrente comercial com o Brasil superior aos 27 países da União Europeia somado com o dos Estados Unidos.
“O impacto não é assim tão rápido. A geração de empregos deve demorar a dar resultados. Mas com esse acordo você aumenta o comércio. Além disso, com o acordo, aumenta o poder de negociação com a China e os Estados Unidos. Tem um elemento político também nesse acordo, para além do econômico. Agora, algumas poucas empresas brasileiras e do Mercosul vão conseguir aproveitar para fazer negócios na União Europeia, com certeza”, analisou Giorgio Romano.
O governo brasileiro estima ainda um aumento de R$ 13 bilhões em investimentos no Brasil, o que representa um crescimento de 0,76%. Espera-se ainda uma redução de 0,56% nos preços ao consumidor e aumento de 0,42% nos salários reais. Tudo apenas para 2044, disse Giorgio Romano.
Cotas
A redução das tarifas que o Mercosul cobra da UE pode ser imediata ou ao longo de prazos, que variam entre 4 anos a 15 anos. Para o setor automotivo, os períodos de redução tarifária são mais longos, variando de 18 anos a 30 anos para veículos eletrificados, movidos a hidrogênio e com novas tecnologias.
Do lado da UE, a redução tarifária também pode ser imediata ou por períodos que vão de 4 anos a 12 anos, a depender do produto.
Estão previstas ainda cotas para produtos agrícolas e agroindustriais do Brasil. Ou seja, acima de determinada quantidade, alguns produtos começam a pagar a tarifa cheia para entrar no bloco. Entram nessa categoria produtos como carne suína, etanol, açúcar, arroz, mel, milho e sorgo, queijos, entre outros.
Para o professor Giorgio Romano Schutte, essa é a principal assimetria do acordo. “No caso dos produtos industriais da União Europeia, eles entram sem cotas, sem restrições ao volume. E no caso dos produtos agrícolas do Mercosul, tem cotas”, lembrou.
O Brasil exportou US$ 46,3 bilhões para a União Europeia em 2023:
Alimentos para animais – 11,6%
Minérios metálicos e sucata – 9,8%
Café, chá, cacau, especiarias – 7,8%
Sementes e frutos oleaginosos – 6,4%
Ferro e aço – 4,6%
Vegetais e frutas – 4,5%
Celulose e resíduos de papel – 3,4%
Carne e preparações de carne – 2,5%
Tabaco e suas manufaturas – 2,2%
O Brasil importou US$ 45,4 bilhões da União Europeia em 2023:
Produtos farmacêuticos e medicinais – 14,7%
Máquinas em geral e equipamentos industriais – 9,9%
Veículos rodoviários – 8,2%
Petróleo, produtos petrolíferos – 6,8%
Máquinas e equip. de geração de energia – 6,1%
Produtos químicos orgânicos – 5,5%
Máquinas e aparelhos especializados para determinadas indústrias – 5,3%
Máquinas e aparelhos elétricos – 4,7%
Materiais e produtos químicos – 3,6%
Ferro e aço – 3,4%

Nenhum comentário:
Postar um comentário