CRATO NOTICIAS player

sábado, 7 de dezembro de 2024

Assai, Atacadão e outros 6 supermercados de Juazeiro também foram autuados pelo Decon

Além do Diniz, as inspeções resultaram na autuação dos supermercados Assaí, Atacadão, Cariri Center, Mix Mateus, Ofertão, Opção, São Luiz e Super Lagoa.
Rogério Brito   https://www.miseria.com.br/
Foto: Rogério Brito/ Portal Miséria

A fiscalização do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), que interditou o supermercado Diniz no bairro José Geraldo da Cruz, em Juazeiro do Norte, na última quarta-feira (4), também autuou outros oito supermercados no município por descumprimento do Código de Defesa do Consumidor e de legislações estaduais e federais.

As inspeções, realizadas entre a terça-feira (3) e a quinta-feira (5), resultaram na autuação dos supermercados Assaí, Atacadão (São José), Cariri Center (Santa Tereza), Mix Mateus, Ofertão, Opção, São Luiz e Super Lagoa. O Decon identificou ausência de documentos obrigatórios, falhas no controle da qualidade dos alimentos e outras irregularidades.

Entre as irregularidades identificadas estão a venda de produtos sem a informação de alergênicos, fora do prazo de validade, estragados, mal acondicionados ou sem selo de inspeção sanitária; ausência de atendimento preferencial em todos os caixas; problemas de precificação; venda de produtos anunciados de forma incorreta; entre outras.

“[A ação] tem como finalidade a adequação dos estabelecimentos às legislações vigentes em prol do consumidor, elo mais fraco na relação de consumo e que, por vezes, não possui conhecimento das práticas abusivas cometidas por alguns fornecedores as quais colocam em risco a sua saúde e segurança”, afirma o coordenador do Setor de Fiscalização do Decon, Adnan Fontenele.

O Decon deu 20 dias para que o supermercado interditado e os oito autuados apresentem defesa.


Mulher é suspeita de matar namorada por estrangulamento e forjar suicídio em Teresina

O crime ocorreu no dia 26 de setembro de 2024, na residência do casal, localizada no bairro São Pedro, zona Sul de Teresina.
Maria do Perpétuo Socorro Pereira, de 35 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil do Piauí por suspeita de matar sua companheira, Kárita Joara de Lima, e de tentar encobrir o crime como um suicídio. O crime ocorreu no dia 26 de setembro de 2024, na residência do casal, localizada no bairro São Pedro, zona Sul de Teresina.


O que aconteceu

Maria do Socorro alegou, no dia da morte de Karita, que a companheira havia cometido suicídio por enforcamento. No entanto, a investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) começou a levantar dúvidas sobre essa versão após depoimento de familiares e informações do laudo cadavérico da mulher.

Em entrevista ao repórter Saymon Lima, a delegada Nathália Figueiredo, responsável pelo caso, explicou que os familiares de Kárita, entre eles um psicólogo, desconfiaram da hipótese de suicídio. "Foi relatado também por um técnico de necropsia que a Kárita apresentava lesões que não eram muito compatíveis no contexto que foi relatado pela companheira, mas de todo modo nós precisaríamos de uma prova técnica até para embasar uma futura prisão, caso assim entendêssemos", afirmou a delegada.

A prova técnica veio por meio do laudo cadavérico, que indicou que Karita morreu por estrangulamento. "Estrangulamento é um perfil de morte violenta e não é comum uma pessoa que tira a própria vida utilizar esse meio", explicou Nathália Figueiredo.

A delegada também levantou a possibilidade de que Maria do Socorro tenha manipulado a cena do crime para disfarçar o assassinato. "Nós acreditamos que sim, houve manipulação, mas a certeza virá com o final do inquérito. Existe a possibilidade de fraude processual, que é quando há alteração da cena do crime", disse a delegada.

Além disso, Nathália destacou um comportamento suspeito de Maria do Socorro após o crimo. "Ela permaneceu tendo contato com a família da vítima. Ela inicialmente disse que não estava com o celular da Karita, mas depois devolveu, dizendo que o encontrou em suas coisas", disse.

As conversas estavam apagadas tanto no celular de Maria quanto no de Karita. "Foi um quebra-cabeça que estamos montando, mas ainda faltam algumas peças, e estamos aguardando outros laudos", contou a delegada.


Prisões e investigações

Após reunir as evidências, a polícia representou pela prisão temporária de Maria do Socorro, o que foi concedido pelo Poder Judiciário. Ela foi presa na quarta-feira, 27 de novembro. A delegada explicou que Maria do Socorro é a principal suspeita devido a várias contradições em seus relatos. "Ela mesma, quando foi ouvida, disse que só estavam as duas. Existem várias contradições no que ela nos contou", disse Nathália. "No momento da prisão, ela não demonstrou muito sentimento, o que também gerou desconfiança, embora isso não seja suficiente por si só" completou a delegada.


Motivação do crime

A investigação ainda está em andamento, e até o momento não há uma motivação clara para o crime. "Ainda estamos realizando diligências, mas o que já temos claro é que a morte de Karita foi violenta, e não um suicídio", afirmou Nathália Figueiredo.

Ela também revelou que, de acordo com amigos próximos do casal, havia discussões frequentes entre as duas, mas nenhuma violência física foi relatada. "Eram comuns discussões com alteração de ânimos, mas ninguém relatou violência fisica nas brigas", finalizou Nathalia.

(Meio Norte)

Nenhum comentário:

Postar um comentário