
Grandes empresas dos Estados Unidos solicitaram ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) que produtos brasileiros fiquem de fora das novas tarifas propostas contra o Brasil. Em cartas enviadas no dia 1º de julho, Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay alertam que a medida pode elevar custos, prejudicar cadeias de suprimentos e afetar consumidores americanos.
A Tesla pediu a isenção para insumos industriais utilizados na fabricação de veículos elétricos, baterias e robótica. A empresa afirma que ainda depende de matérias-primas brasileiras enquanto amplia a produção local e avalia que tarifas aplicadas antes da adaptação da cadeia produtiva podem prejudicar a indústria e os consumidores dos Estados Unidos.
A Nestlé defendeu a exclusão de tarifas sobre o café solúvel e o colágeno bovino importados do Brasil. Segundo a companhia, os EUA não produzem café em escala comercial suficiente e o Brasil é um dos principais fornecedores mundiais de colágeno, essencial para a fabricação de alimentos e produtos voltados à saúde.
Já a Coca-Cola pediu a manutenção da isenção para o suco de laranja brasileiro e a inclusão do limão e seus derivados na lista de produtos livres de tarifas. A empresa destacou que a produção de laranja na Flórida caiu drasticamente nos últimos anos devido a doenças e pragas, tornando o Brasil um fornecedor estratégico para abastecer o mercado americano.
O eBay, por sua vez, solicitou que produtos usados e seminovos sejam isentos das tarifas. A plataforma argumenta que a taxação encareceria itens de segunda mão, prejudicando pequenos vendedores e consumidores de baixa renda, além de criar dificuldades para identificar a origem de mercadorias reutilizadas. As manifestações ocorrem enquanto os EUA discutem a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, além da taxa já prevista de 12,5%.
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