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| Foto Kid Junior. |
O Ceará encerrou março de 2026 com 3,76 milhões de consumidores inadimplentes, o que representa 53,27% da população adulta do Estado, conforme dados do Serasa Experian.
Nem todas as dívidas dos cearenses, contudo, podem ser negociadas no Desenrola 2.0, programa lançado pelo governo federal nessa última segunda-feira (4).
As contas básicas de água e luz, que estão fora do escopo do programa, lideram a inadimplência (32,1% das dívidas). Por outro lado, somadas, as contas que podem ser renegociadas totalizam 65% das dívidas no Ceará.
São elas:
Bancos e cartões: 24,5%
Financeiras: 18,7%
Serviços: 8,1%
Telecom: 5,7%
Varejo: 5,5%
Securitizadoras: 2,7%
Cooperativas: 0,1%.
"Inadimplência de sobrevivência"
Para Darla Lopes, CEO da Edfica e diretora do Ibef Ceará, essa realidade tem nome: "inadimplência de sobrevivência". "O cearense não está se endividando com o consumo supérfluo, mas está, na verdade, lutando para manter o essencial dentro dos seus lares", diz.
Embora o Desenrola 2.0 não contemple as dívidas básicas, a renegociação das demais dívidas gera um efeito positivo para a economia local. Para Darla, quando o cidadão atrasa a luz, ele reduz o consumo no supermercado e na farmácia, travando o crescimento local.
"Com o nome limpo, o consumidor volta a ter crédito e a consumir no comércio dos bairros, ajudando a girar a economia do nosso Estado", enfatiza.

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