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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Cultivo do cajueiro-anão fortalece economia do Ceará e impulsiona pequenos produtores

Foto Ricardo Moura / Embrapa
O Ceará, historicamente reconhecido como protagonista na produção de caju no Brasil, alcança um novo patamar com o cultivo do cajueiro-anão precoce. Desenvolvida especialmente para o semiárido nordestino, essa variedade vem revolucionando a cajucultura cearense, aliando maior produtividade, resistência climática e impacto social positivo.

Atualmente, o Ceará responde por cerca de 60% da produção nacional de castanha de caju, com mais de 120 mil toneladas colhidas em 2024, o que movimentou aproximadamente R$ 600 milhões na economia local. Desse volume, 70% são destinados à exportação, com destaque para a castanha — produto de alto valor agregado no mercado internacional.

Para o agrônomo Franzé Sousa, presidente do Sindicato dos Produtores de Caju de Horizonte, a cultura tem grande relevância social: “70% dos produtores são pequenos agricultores. A cajucultura é altamente promissora e de grande apelo social”, afirma.
Do sertão à exportação: eficiência e sustentabilidade

Exemplo desse modelo de sucesso vem da propriedade da família Nogueira, no município de Horizonte. Há mais de três décadas, abandonaram o cajueiro tradicional para investir no anão precoce. Hoje, cultivam cerca de mil plantas em 10 hectares, com produção estimada em 8 mil quilos por safra. Mesmo sem sistema de irrigação, o cajueiro-anão se adapta bem ao clima semiárido e garante colheitas regulares com manejo básico.

Além da castanha, o aproveitamento do pendúnculo (parte carnosa do fruto) agrega valor à produção. “Fabricamos cajuína duas vezes por semana, com frutos da nossa área. A meta é dobrar a produção de 5 mil para 10 mil litros por safra”, destaca Laécio Nogueira, produtor local.
 
Com informações do Portal GC Mais.

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