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domingo, 9 de fevereiro de 2025

Avião com brasileiros deportados tinha oito crianças de até 10 anos e maioria era jovem

Foto Raul Lansky/MDHC
Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com 111 brasileiros deportados dos Estados Unidos chegou em Fortaleza, no Ceará, na última sexta-feira (7).

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a maioria dos repatriados é composta por jovens adultos do sexo masculino viajando desacompanhados. Oito eram crianças de até 10 anos.

Do total, 71% dos deportados (79 pessoas) têm entre 21 e 40 anos. A distribuição por idade mostra:

8 crianças com até 10 anos;

11 adolescentes/jovens de 11 a 20 anos;

38 pessoas entre 21 e 30 anos (maior grupo);

33 pessoas de 31 a 40 anos;

17 pessoas de 41 a 50 anos; e 4 pessoas com 51 anos ou mais.

Esse foi o segundo voo com brasileiros deportados que chegou ao Brasil desde o início do governo de Donald Trump nos EUA.

Ainda de acordo com o ministério, nenhum dos passageiros estava sob alerta da Interpol. Segundo a secretária de direitos humanos do Ceará, Socorro França, os brasileiros viajaram com algemas nas mãos e nos pés, que foram retiradas no momento em que o avião pousou no Brasil.

De acordo com a secretária da Diversidade do Ceará, Mitchelle Benevides Meira, os brasileiros repatriados também passaram 12 horas sem alimentação.

"Tiveram pessoas que ficaram 12 horas sem comer, mas foram todos acolhidos, alimentados e passaram por tratamento hospitalar", declarou a secretária durante entrevista a jornalistas na sexta-feira.

Ainda de acordo com os dados do ministério dos direitos humanos, eram 85 homens (76,5% do total) e 26 mulheres (23,5%). A maioria viajava sozinha: 71 homens e 12 mulheres estavam desacompanhados. Além disso, 28 pessoas (25% do grupo) foram repatriadas em núcleos familiares, o que inclui possivelmente crianças e adultos acompanhados por parentes.

Segundo Benevides, a maior parte deles seguiu em um voo para Confins, em Minas Gerais.

"O que a gente pôde fazer [foi o] contato com a família, [para] tentar agilizar [e permitir que eles fossem] para o melhor local, aqui ou para Confins. Eles estão saindo daqui sabendo que estão sendo repatriados e com o governo totalmente disposto a recebê-los da melhor forma", pontuou.

Com informações do G1 Ceará.

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