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sábado, 14 de junho de 2025

Justiça analisa progressão de regime para Sérgio Rolim acusado no Cariri de sete homicídios e estupros


Nesse regime, o condenado cumpre a pena em colônias agrícolas, industriais ou similares ou pode trabalhar durante o dia e ser recolhido à noite.
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Sérgio Rolim em foto atual e na época das primeiras instruções criminais

A justiça segue analisando o pedido da defesa do ex-bancário, Sérgio Brasil Rolim, no sentido da progressão para o regime semiaberto. No último dia 2 de maio ele completou 51 anos e segue recluso na Penitenciária de Juazeiro, estando condenado a 150 anos por setes homicídios e vários crimes de estupros. Nesse regime, o condenado cumpre a pena em colônias agrícolas, industriais ou similares ou pode trabalhar durante o dia e ser recolhido à noite.

Entretanto, o Cariri se ressente desse tipo de estabelecimento prisional adequado para o semiaberto o que só existe na Região Metropolitana de Fortaleza. Por isso, no último dia 16 de maio, a juíza titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro, Larissa Braga Costa de Oliveira Lima, pediu ao Juízo Corregedor de Presídios da Comarca de Fortaleza a disponibilização de vaga. Além disso, cobra atualização da certidão carcerária de Rolim e analisa a alta pena por crimes de homicídios e estupros.

No dia 25 de novembro de 2022, Sérgio Rolim sentou pela última vez no banco dos réus durante sessão do Tribunal do Júri no auditório da Faculdade de Medicina de Barbalha. Ao final, foi condenado a mais 32 anos de prisão (atingindo a soma de 150 anos) pelo duplo homicídio contra a copeira do Hospital do Coração de Barbalha, Maria Aparecida Pereira da Silva, de 27, e a coreógrafa Waneska Maria da Silva, de 22 anos.

Elas residiam em Barbalha e seus corpos foram encontrados no dia 13 de março de 2002 amordaçados e estrangulados no Sítio Arraial em Missão Velha. Sérgio é acusado ainda de estupros e o assassinato do mototaxista Ricardo Guilhermino dos Santos como queima de arquivo em Crato por saber muito sobre as maldades do amigo. Ele está preso desde o dia 3 de maio de 2002 por homicídios com características semelhantes.

O primeiro atribuído a Sergio Rolim foi no dia 25 de maio de 2001 quando a vendedora de joias Telma de Souza Lima foi morta por estrangulamento e o corpo encontrado na Serra do Araripe em Crato. Além desse, o assassinato da vendedora de plano de saúde que residia em Juazeiro, Edilene Maria Pinto Esteves, de 38 anos. O corpo foi encontrado dia 9 de março de 2002 amordaçado e estrangulado no Sítio Correntinho em Barbalha.

Também o assassinato por asfixia da jovem Ana Amélia Pereira Alencar, de 21 anos, que teve o corpo encontrado no Distrito de Monte Alverne em Crato no dia 23 de abril de 2002. Segundo as investigações da Polícia Civil, as vítimas eram violentadas antes de serem mortas e algumas até amarradas. Na época, chegou a ser criado o chamado “Escritório do Crime” aonde ocorriam comemorações após os assassinatos. Além de bancário, Rolim foi ainda vendedor de automóveis em Juazeiro.

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