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| Foto Thiago Gadelha |
O rim foi o segundo órgão mais transplantado no Ceará no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram realizados 140 transplantes renais no estado, sendo 60 deles no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), unidade que é referência nacional nesse tipo de procedimento.
Por trás dos números estão pacientes que enfrentam doenças renais, passam por hemodiálise e aguardam por uma oportunidade de transplante. É o caso de Regina Ripardo, que convive com problemas renais desde a infância e já passou por dois períodos de espera por um novo órgão.
Aos seis anos, Regina teve rubéola, doença que posteriormente levou a um quadro renal. Ela chegou a permanecer um ano internada, em uma situação na qual os médicos não acreditavam que haveria recuperação. Aos 12 anos, os rins entraram em falência total e ela precisou iniciar o tratamento de hemodiálise.
O medo de não resistir a um transplante fez com que Regina demorasse a aceitar a inclusão na lista de espera. Aos 25 anos, porém, ela decidiu receber a doação. O rim transplantado proporcionou oito anos de melhora na qualidade de vida, até que uma leishmaniose comprometeu o funcionamento do órgão.
Com a perda do rim transplantado, Regina voltou à hemodiálise e novamente passou a aguardar por uma doação.
A paciente renal explicou à TV Cidade Fortaleza como o receio influenciou sua decisão inicial de não realizar o procedimento:
"No início eu tinha muito medo de transplantar, porque na época eu via muitos amiguinhos, onde eu fazia hemodiálise tinha muitas crianças. Muitos amiguinhos não voltaram depois do transplante, porque o transplante ainda não era tão evoluído, tão sofisticado como hoje está a ciência, que tem vários imunossupressores que nos ajudam a ter uma melhor qualidade de vida."
Com informações do Portal GC Mais.

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