
Nos primeiros oito meses deste ano no Cariri já são 21 mulheres assassinadas na região contra 12 no mesmo período do ano passado ou acréscimo de 42,85 em virtude das nove a mais na comparação entre tais períodos. Elas foram mortas nos municípios de Juazeiro (08), Barbalha e Missão Velha (03 cada), Barro e Crato (02 cada) e as demais em Várzea Alegre, Brejo Santo e Farias Brito. Do total de 21 mulheres mortas no Cariri, oito foram em Juazeiro ou 38% de participação.
No dia 3 de agosto Camila Maria Gomes Rodrigues, de 38 anos, que residia no bairro Barro Branco em Crato, foi morta por atropelamento após brigar e acabar o namoro com Fabiano Sales Holanda Lima, de 42 anos, que foi preso horas depois em Picos (PI). Ele perseguiu a mesma que pilotava uma moto e atropelou propositadamente a ex-namorada com o cavalo mecânico de uma carreta, deixando-a com as vísceras expostas e morta no local a qual tinha dois filhos de 7 e 18 anos.
Três dias depois Rafaelle Queiroz dos Santos, de 27 anos, que residia na Rua Francisca Correia Brasil (Frei Damião) em Juazeiro, morreu na unidade de queimados do IJF em Fortaleza. No dia 15 de julho ela teve o corpo incendiado pelo companheiro Diego Silva Santos, de 23 anos, após discussão em casa por conta de ciúmes. Ele jogou gasolina nela e ateou fogo se utilizando de um isqueiro, sendo preso em flagrante.
Já no dia 10 de agosto Bárbara Filgueira de Oliveira, de 29 anos, que residia no bairro Leandro Bezerra em Juazeiro, foi morta a golpes de faca na sua casa pelo namorado João Victor Tavares Marques da Silva, de 27 anos, que ainda tentou atear fogo, mas não conseguiu e fugiu se apresentando quatro dias depois ficando preso. Ela já tinha trabalhado como balconista numa farmácia e respondia por tráfico de drogas ao ser presa com 1.528 comprimidos psicotrópicos.
Finalmente, no dia 25 de agosto, Maria Jéssica Lopes Almeida, de 30 anos, a “Jéssica Sapão” que residia no bairro Santa Tereza, morreu no HRC após ser baleada na estrada da Vila Marrocos em Juazeiro. O acusado foi preso em flagrante no caso o artesão Andresson Deyvid Silva Cavalache, de 37 anos, residente no bairro Antonio Vieira. Ela respondia por tráfico de drogas, falsidade ideológica, receptação e ter tentado adentrar na cadeia pública de Juazeiro levando um celular nas vestes.
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