sexta-feira, 9 de abril de 2021

Governo do Estado recebe mais de 17 mil pedidos do auxílio para trabalhadores de bares e restaurantes

 

O Governo do Estado recebeu, até às 23:58 horas dessa quinta-feira (08), 17.397 pedidos do auxílio de R$ 1.000,00 destinados aos trabalhadores desempregados de bares e restaurantes. O benefício será pago em duas parcelas, cada uma de R$ 500.00. São 10.000 vagas abertas para o auxílio, com uma verba total, para dois meses, de R$ 40.000.000,00.

Pelos números, as 10.000 vagas não serão preenchidas uma vez que, do quadro geral de solicitações do auxílio, 10.507 pessoas – pelos números coletados a dois minutos de encerramento do prazo de inscrições, não se enquadram nas exigências impostas na lei. Ou seja, são trabalhadores desempregados de outras áreas e não do setor de bares e restaurantes.

Ao longo do dia, técnicos da Secretaria de Turismo e do Estado se reúnem com dirigentes da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) para avaliação sobre os pedidos do benefício. Encerrado o prazo de inscrições, a segunda etapa desse processo é a avaliação do cadastro de quem se enquadra nos critérios para receber o valor de R$ 1.000,00.

MAIS AJUDA PARA 150 MIL TRABALHADORES

Além do programa de ajuda para os profissionais da área de alimentação, o governador Camilo Santana (PT) anunciou a criação de outra ação social: um auxílio cesta básica, no valor de R$ 200,00, durante dois meses, para 150.000 trabalhadores desempregados de vários ramos de atividades econômicas. O Governo do Estado já foi autorizado pela Assembleia Legislativa, por meio de projeto de lei aprovado nessa quinta-feira, a executar o programa que representa mais uma iniciativa da administração estadual para diminuir o impacto da pandemia no orçamento doméstico da população do Ceará.

Fonte: Ceará Agora

Quando alguém com Covid deixa de ser contagioso (mesmo sem sintomas)?


O novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, pode continuar sendo contagioso mesmo depois dos sintomas terem desaparecido e adicionalmente, mesmo os doentes que permanecem assintomáticos têm o poder de propagar o vírus letal.

Desde que o novo coronavírus surgiu em Wuhan,na China, em dezembro de 2019, inúmeras equipes de cientistas têm estudado o tempo de incubação do SARS-CoV-2, por outras palavras por quanto tempo permanece no corpo , conforme explica um artigo publicado no site da BBCNews.

Uma dessas pesquisas, realizada por investigadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados unidos, e publicado no jornal científico Annals of Internal Medicine, estimou que o período médio de incubação para o SARS-CoV-2 corresponde a 5,1 dias.

Todavia, esse é o período médio, ou seja pode ser superior ou menor, dependendo do organismo dos indivíduos.

Grande parte dos infectados (97,5%) que desenvolvem sintomas percebem a sua manifestação da doença 11,5 dias após o momento em que foram expostos ao vírus através do nariz ou pela boca, menciona o estudo.

"A capacidade de infectar outras pessoas, de transmitir esse vírus a outras pessoas, dura de 7 a 10 dias mais a partir do aparecimento dos sintomas", conta à BBC o infectologista Vicente Soriano, professor da Universidade Internacional de La Rioja, em Espanha, e ex-conselheiro da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Soriano comenta ainda que, a partir dessa altura, quando os sintomas já passaram ou desapareceram, o risco de infectar outras pessoas também diminui.

Todavia, o infectologista sublinha que os testes de PCR utilizados para identificar o vírus podem continuar a dar positivo durante vários dias ou semanas após a infecção. Isto é, o vírus pode continuar presente no organismo do indivíduo.

"O PCR, que detecta fragmentos do genoma do vírus, pode permanecer positivo após uma, duas ou até três semanas após a cura da doença", diz Vicente Soriano.

"Mas aquele PCR positivo não reflete contágio. O que o PCR detecta são fragmentos de vírus, ou 'sequências de lixo', que são fragmentos do genoma do vírus que estão no trato respiratório e que expulsamos por várias semanas depois que a doença foi curada", acrescenta.

Porém, o especialista salienta, que "o contágio do coronavírus é basicamente de sete a 10 dias, um ou dois dias antes do início dos sintomas e enquanto os sintomas ocorrem".

O que significa que alguém infectado com o SARS-CoV-2 deixa de ser contagioso aproximadamente 10 dias após o começo dos sintomas.

No entanto, é necessário e imperativo tomar especiais cuidados antes da pessoa sair do isolamento, nomeadamente garantir que não tem mais nenhum sintoma e de que não tem febre há pelo menos 24 horas sem o uso de medicamentos que a controlam.

E os casos assintomáticos?

Os investigadores apuraram, explica a BBCNews, que as pessoas sem sintomas e doentes com Covid-19 apresentam níveis elevados de vírus no organismo, aliás a mesma quantidade de vírus que pacientes com sintomas. Adicionalmente, ambos permanecem com essa carga viral pelo mesmo período de tempo.

Como tal, os especialistas alertam para a importância da utilização máscaras e da prática do distanciamento social. Duas medidas chave de prevenção que podem contribuir para diminuir a possibilidade de que alguém infectado com o novo coronavírus e sem sintomas infecte outros indivíduos.

"Basicamente, pessoas sem sintomas podem transmitir o vírus a outras pessoas por uma semana, assim como aquelas com sintomas, mas a menos que a pessoa tenha um teste de antígeno (para detectar que tem a doença) ou um PCR, essa pessoa passa despercebida ", comenta Soriano.

"Daí o interesse em fazer rastreamentos para identificar pessoas que possam ter estado numa área de contágio e façam o teste de antígeno ou PCR a partir de 48 horas após o evento".

Assim, diz o infectologista, os assintomáticos e pré-sintomáticos podem ser identificados e mantidos em isolamento por 10 dias de modo a evitar a incidência de novas infecções.

Fonte: Notícias ao Minuto

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